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1 de janeiro de 2012

Sumários e TPCs, 11º G


11º G


Aula 25 (3.01.12)

- Leitura expressiva de poemas de Almeida Garrett e Miguel Torga.
- Seleção de dois alunos para dizerem poemas no Dia do Patrono.


Aula 26 (10.01.12)

- Resolução da questão 2 do questionário de interpretação da parte II do sermão (p. 56)
- Preenchimento de um quadro sistematizador da parte III (questão 1, p. 62)


Aula 27 (13.01.12)

- Continuação da leitura interpretativa do sermão: exercício vocabular e preenchimento de um quadro sistematizador (parte III).


Aula 28 (17.01.12)

 - Atividades do dia do patrono: 1. Leitura expressiva de poemas de Miguel Torga; 2. Tribol (desporto).

Aula 29 (20.01.12)

- Leitura oral e crítica da parte IV (excertos) do sermão.
- Resposta a questões selecionadas do questionário da p. 12.
- Preenchimento de um texto lacunar de interpretação final desta parte do sermão.

Questionário (p. 69)



Aula 30 (24.01.12)

 - Estudo da parte V do sermão, a partir de uma ficha de leitura.

Guião de leitura, cap. V [ficha nossa]


Aula 31 (27.01.12)

- Visualização do filme “Quem és tu?” (excertos), filme adaptado de “Frei Luís de Sousa” de Almeida Garrett.


Aula 32 (31 jan.)

- Preenchimento de breves questionários sobre o sermão em estudo.


Aula 33 (3 fev.)

 - Expressão escrita: elaboração, em trabalho de pares, de um texto argumentativo sobre o tema “fast-food”/alimentação saudável (ver “conectores” na ficha 13, pág. 140, do manual).

TPC
- Terminar o texto e fazer revisão do mesmo até ter uma expressão satisfatória.


Oficina de escrita:

Considera comportamentos alimentares criticáveis dos nossos dias, nomeadamente o recurso à “fast food” versus alimentação saudável.
Seguindo o exemplo de Vieira, selecciona alimentos que possam representar os defeitos/as virtudes dos hábitos alimentares de alguém ou grupo na nossa sociedade (jovens, idosos, estudantes, população em geral, etc.) e elabora um texto argumentativo bem estruturado.

Nota: Tenha em conta que as analogias, os contrastes (antíteses), os exemplos e as interrogações são processos utilizados na argumentação quando estamos a defender o nosso ponto de vista.
(Atividade baseada na do manual, pág. 78)

Aula 34 (7 fev.)

- Revisão do texto escrito, em trabalho de pares, em termos de coerência (resumo em “topic outline”/”sentence outline”) e de coesão (uso de conectores).


Aula 35 (10 fev.)

- Visualização do filme "As Horas", baseado na vida e obra da escritora Virginia Woolf.
PLNM: 
- Revisão de alguns aspetos gramaticais inventariados a partir da expressão escrita do teste de diagnóstico, destacando-se a dificuldade do uso da preposição que rege determinados verbos.
- Proposta de resolução da ficha 49 (da Gramática Ativa) de treino de "verbo + preposição".


Aula 36 (14 fev.)

- Introdução ao estudo do drama romântico de Almeida Garret: em trabalho coletivo, preenchimento de um texto lacunar sobre o escritor a partir da leitura do texto manual, pp. 92-94;

Alguns enigmas
que podem ser resolvidos com a leitura do texto sobre
a vida e a obra de Almeida Garrett:
  • Porque se considera Garrett um "poeta-soldado"?
  • O escritor era "dandy?
  • Que atividades literárias e cívicas desenvolveu Garrett na sua juvenília?
  • Quais os modos literários cultivados pelo escritor na sua maturidade?
Aula 37 (17 fev.)
- Visita de estudo.

Aula 38 (24 fev.)
- Teste de avaliação sumativo [Sequência 2].

Aula 39 (28 fev.)
- Algum vocabulário do modo dramático: falas das personagens, didascálias do autor, estrutura externa: peça, ato, cena.
- Leitura dramatizada pelos alunos do Ato I (algumas cenas).

Aula 40 (2 mar.)
-  Continuação da leitura do Ato I do drama em estudo.

Aula 41 (26mar.)
Início da leitura comentada do Ato II do drama Frei Luís de Sousa de Almeida Garret.
Aula 42 (9 mar.)
- Entrega e correção do teste sumativo.
Aula 43 (13 mar.)
- Conclusão da leitura comentada do Ato II do drama Frei Luís de Sousa de Almeida Garret.
Aula 44 (16 mar.)
- Visualização da adaptação cinematográfica do drama Frei Luís de Sousa, realizada por João Botelho [Quem és tu?].

Aula 45 (23 mar.)
- Autoavaliação.

Sumários e TPCs, 11º D


11º D, 2º período



Aula 25 (9.01.12)


- Resolução da questão 2 do questionário de interpretação da parte II do sermão (p. 56)
- Preenchimento de um quadro sistematizador da parte III (questão 1, p. 62)


Aula 26 (10.01.12)

- Continuação da leitura interpretativa do sermão: exercício vocabular e preenchimento de um quadro sistematizador (parte III).
  

Aula 27 (16.01.12)


- Leitura oral e crítica da parte IV (excertos) do sermão.
- Resposta a questões seleccionadas do questionário da p. 69.

Questionário (p. 69)



Aula 28 (17.01.12)

- Atividades do dia do patrono: relato de experiências, visualização de fotografias tiradas de manhã e leitura colectiva de poemas de Miguel Torga.


Aula 29 (23.01.12)
- Estudo da parte V do sermão, a partir da resolução de uma ficha de leitura.


Guião de leitura, cap. V [ficha nossa]


Aula 30 (24.01.12)

- Conclusão do estudo da parte V do sermão: a repreensão ao polvo/traições humanas.

Aula 31 (30.01.12)

- Assistência ao filme “As horas”, baseado numa narrativa (romance) sobre a vida da escritora Virginia Woolf.


Aula 32 (31.01.12)

- Preenchimento de pequenos questionários sobre o sermão em estudo.
- Continuação da assistência ao filme “As horas”.


Aula 33 (6.02.12)

- Expressão escrita: elaboração, em trabalho de pares, de um texto argumentativo sobre o tema “fast-food”/alimentação saudável (ver “conectores” na ficha 13, pág. 140, do manual).

TPC
- Terminar o texto e fazer revisão do mesmo até ter uma expressão satisfatória.


Oficina de escrita:

Considera comportamentos alimentares criticáveis dos nossos dias, nomeadamente o recurso à “fast food” versus alimentação saudável.
Seguindo o exemplo de Vieira, selecciona alimentos que possam representar os defeitos/as virtudes dos hábitos alimentares de alguém ou grupo na nossa sociedade (jovens, idosos, estudantes, população em geral, etc.) e elabora um texto argumentativo bem estruturado.

 
Nota: Tem em conta que as analogias, os contrastes (antíteses), os exemplos e as interrogações são processos utilizados na argumentação quando estamos a defender o nosso ponto de vista.
(Atividade baseada na do manual, pág. 78)

Aula 34 (7 fev.)
- Revisão do texto escrito, em trabalho de pares, em termos de coerência (resumo em “topic outline”/”sentence outline”) e de coesão (uso de conectores).

Aula 35 (13 fev.)

- Introdução ao estudo do drama romântico de Almeida Garret:

a) em trabalho coletivo, preenchimento de um texto lacunar sobre o escritor a partir da leitura do texto manual, pp. 92-94;

b) em trabalho de pares, elaboração de uma lista simples das caraterísticas do período literário Romantismo, a partir do texto do manual, pp. 99-100.

Alguns enigmas
que podem ser resolvidos com a leitura do texto sobre
a vida e a obra de Almeida Garrett:

  1. Porque se considera Garrett um "poeta-soldado"?
  2. O escritor era "dandy?
  3. Que atividades literárias e cívicas desenvolveu Garrett na sua juvenília?
  4. Quais os modos literários cultivados pelo escritor na sua maturidade?

Aula 36 (14 fev.)

- Algum vocabulário do modo dramático: falas ds personagens, didascálias do autor, estrutura externa: peça, ato, cena.
- Leitura dramatizada pelos alunos do Ato I (até à cena III).


Aula 37 (27 fev.)

- Orientações e revisões para o teste escrito.
- Revisão, em trabalho coletivo, de um texto argumentativo produzido pelos alunos.

Aula 38 (28 fev.)
- Teste de avaliação sumativo.
Aula 39 (6 mar.)
- Conclusão da leitura do Ato I de Frei Luís de Sousa, de Almeida Garret.

Aula 40 (12 mar.)
- Início da leitura comentada do Ato II do drama em estudo.

Aula 41 (13 mar.)
- Entrega e correção do teste sumativo.
Aula 42 (19 mar.)
- Visualização de Quem és tu?, de João Botelho, adaptação cinematográfica do drama de Almeida Garrett.

Aula 43 (20 mar.)
- Autoavaliação.

1 de dezembro de 2011

Sumários TPCs e outras orientações


Aula 25 (9.01.12)
 Sumário:
•    Resolução da questão 2 do questionário de interpretação da parte II do sermão (p. 56)
•    Preenchimento de um quadro sistematizador da parte III (questão 1, p. 62)


Aula 26 (10.01.12) – 11ºD/ Aula 27 (13.01.12) – 11ºG
Sumário:
Continuação da leitura interpretativa do sermão: exercício vocabular e preenchimento de um quadro sistematizador (parte III).


Aula 27 (16.01.12) – 11ºD, Aula 29 (20.01.12) – 11ºG

Sumário:
•    Leitura oral e crítica da parte IV (excertos) do sermão.
•    Resposta a questões seleccionadas do questionário da p. 12.
•    Preenchimento de um texto lacunar de interpretação final desta parte do sermão.

Questionário (p. 69)


Aula 29 (23.01.12) – 11ºD, Aula 30 (24.01.12) – 11ºG

- Estudo da parte V do sermão, a partir de uma ficha de leitura.

 
Ficha-Guião de leitura, cap. V [ficha nossa]




Aula 30 (24.01.12) – 11ºD, Aula 31 (27.01.12) – 11ºG

21 de novembro de 2011

Teste de Português, 11º ano, sobre Publicidade - RESPOSTAS

GRUPO I – LEITURA (150 pontos)
Conteúdo:                                             6 pontos
Organização e correção linguística:     4 pontos
__________________________
Total:      10 pontos cada questão
5 x 10 pontos = 50 pontos

1 (50 pontos)

Questão
Resposta
Pontos
1.1.
O equívoco do autor do texto foi ter associado a expressão (“rede social”) a instituições de apoio social, como por exemplo, a Santa Casa da Misericórdia.
10
1.2.
Não sabendo o que é o Facebook, o autor manifesta uma atitude de defesa da língua portuguesa, i.e., resiste ao “estrangeirismo” dizendo que se deve traduzir a palavra. O autor não percebeu que esta palavra designa uma rede social e que já é usada por toda a gente.
10
1.3.
(O comendador aderiu ao Facebook) para conhecer algo atual e tecnológico que as novas gerações da família (netos e filhos) dominavam e ele não; um pouco em atitude de desafio.
10
1.4.
(Essa frase é irónica porque) o autor brinca com o conceito de “amizade”: em vez de pessoas, surgem como amigos restaurantes, regiões, lojas, etc., com os quais ele não partilha nada em comum. Portanto, ele não está a utilizar adequadamente o Facebook: dificilmente conseguirá compartilhar conhecimentos e interesses com tantas e tão diversificadas entidades.
10
1.5.
(Para ganhar a aposta que fizera com os seus familiares mais jovens), o autor aderiu a tudo o que pôde e de modo aleatório pois alguns dos grupos, causas ou pessoas são antagónicos, contraditórios ou rivais.
10


 

Questões 2.1. –  2.5.
Conteúdo                                              9 pontos
Organização e correção linguística      6 pontos
__________________________
Total:     5 x 15 pontos = 75 pontos
Questão 2.6.
Conteúdo                                              15 pontos
Organização e correção linguística      10 pontos
__________________________
Total:     25 pontos

2 (100 pontos)

Questão
Resposta
Pontos
2.1.
Trata-se de uma motorizada amarela da Honda, uma X8R-S, e a parte de baixo do rosto de uma rapariga: vê-se o seu sorriso e um piercing no lado direito do nariz. A marca Honda surge sobre a face. Quanto ao fundo, a parte de cima é escura/preta, a de baixo, maior, é laranja. Também há frases e texto.
15
2.2.
(Componentes da mensagem icónica e sua conotação)
A rapariga está envolta de enigma (note-se o fundo escuro); é bela, jovem, sedutora e segura. Usando como adorno um piercing no nariz e a marca Honda sobre a face como se fosse uma pintura tribal, apresenta um ar rebelde, arrojado e jovem.
De igual modo, a mota é atraente, “nova”, “super excitante”, apresentando “segurança” nos seus elementos. A cor alaranjada e quente do fundo sugere fogo, paixão, aventura.
Quer pelas formas, quer pelas cores ou pelas texturas (brilhos, suavidade), ambos os elementos, rapariga-mota, são similares, como se o produto fosse uma extensão da jovem ou ela mesma.
15
2.3.
A mensagem linguística é composta essencialmente pelo slogan (colocado na banda divisória do anúncio) e pelo texto argumentativo bastante explícito. Ambos complementam o que as imagens sugerem: os adultos/pais têm juízo e decidem, os jovens são insensatos e indecisos. Conduzir uma Honda X8R-S é como usar piercingues ou ser ousado e corajoso.
15
2.4.
Quanto à mensagem plástica, este anúncio apresenta uma composição dual: duas cores (preto/laranja), dois objetos (rosto feminino/motorizada). O slogan, como uma banda, divide e liga as duas partes. Todavia, o maior destaque é conferido ao produto, à Honda X8R-S.
Parece haver uma semelhança na posição do rosto da rapariga e na direção da moto, melhor: há semelhança entre o nariz da jovem e o design da parte da frente da nova motorizada. A configuração do texto argumentativo (à esquerda, próximo do assento) assemelha-se à forma do rosto de perfil da jovem. O encarnado do batom da jovem está presente na marca e no “s” de “X8R-S”; o branco dos dentes também aparece nas cores da moto e no grafismo da marca.
A impressão geral é de sedução, ousadia, juventude.
15
2.5.
Procura-se informar (função da linguagem centrada no referente) sobre “a nova e super excitante Honda X8R-S” lançada no mercado de meios de transporte. Mais do que informar, procura-se coagir sobre o leitor, através do uso de verbos no modo imperativo: “Deixa que…”, “Experimenta…”, “descobre…”, “Come ride with us”. Esse apelo é feito de modo a persuadir o leitor jovem a comprar o produto.
15
2.6
O anúncio é dual: duas cores, dois objetos (rosto feminino/motorizada), duas opções (“o piercing ou a X8R-S”), a mãe e a filha (i.e., pais/filhos). Tal dualidade exige reflexão da parte do leitor: o dilema coloca-o perante uma escolha difícil pois ambas as saídas são igualmente desejadas: ser rebelde ou conduzir uma moto H8R-S. Como o produto (a moto) não pode ser tido como desfavorável por parte do cliente, o dilema tem de ser redirecionado para um terceiro supostamente em conflito com este - neste caso a mãe (“deixa que a tua mãe decida: o piercing ou a X8R-S).
Ser um jovem rebelde, ousado e corajoso no aspeto físico e atitude é o mesmo que conduzir uma Honda X8R-S. É “super excitante” ser assim ou conduzir uma mota assim.
25


Estruturação temática e discursiva:                     30 pontos
Correção linguística:                                             20 pontos
__________________________
Total:     50 pontos

GRUPO II – EXPRESSÃO ESCRITA (50 pontos)


(As respostas dos alunos serão publicadas no blogue D & G)


Teste de Português, 11º ano, sobre Texto de apreciação crítica e anúncio publicitário

GRUPO I – LEITURA (150 pontos)

 

Conteúdo:                                             6 pontos
Organização e correção linguística:     4 pontos
__________________________
Total:      10 pontos cada questão
5 x 10 pontos = 50 pontos

 TEXTO A (50 pontos)

1.      Leia o texto A e depois responda às questões, por palavras suas e de forma completa.

 
Razões objetivas para se ter cinco mil amigos dos quais não se conhecem mais de três
Onde o nosso Comendador, apesar da provecta idade, discorre sobre as redes sociais, nomeadamente o Facebook (ou livro de caras), do qual é membro ativo há já seis dias.

          Foi quando me perguntaram o que pensava das redes sociais que descobri que não pensava nada. A resposta que dei, envolvendo a ADSE, a Santa Casa da Misericórdia e o Albergue da Mitra, foi claríssima, já que provou que eu nem fazia ideia do que é o que hoje chamam uma rede social.
          Pedi ajuda aos meus netos (ou talvez sejam bisnetos). Explicaram-me tudo muito bem, disseram que tinham 60 ou 70 amigos cada no Facebook.
          - Livro de caras - corrigi eu, que nunca gostei de expressões anglófilas à mesa.
          - Não, vô, Facebook mesmo, é assim que se chama.
          Decidi aderir ao dito Facebook e, logo que soube que o máximo de amigos é cinco mil, apostei com todos os netos que tinha à mão, e ainda com um filho ou dois, que em menos de um mês chegaria a ter os ditos cinco mil.
          No primeiro dia, inscrevi-me e coloquei lá todos os meus dados, exceto os das séries de televisão preferidas, porque, desde que acabaram os Concertos para a Juventude de Leonard Bernstein - e o próprio Leonard Bernstein -, nunca mais vi nada de jeito na TV. Passados dois minutos a olhar para aquela barra azul, na ânsia de encontrar um amigo qualquer (da faculdade e do colégio já não havia nenhum), apareceu uma senhora com uma foto jeitosa a pedir para ser minha amiga. Claro que aceitei! Poucos segundos depois ela mandou-me uma mensagem onde insinuava que era minha admiradora e que eu lhe devia comprar e divulgar um livro de autoajuda intitulado "Como Fazer Amigos no Facebook". Comprei o livro, divulguei-o na minha página e penso que era, exatamente, a autoajuda de que precisava naquele momento, pois imensa gente, a partir daí, quis ser minha amiga.
          Após dois escassos dias de adesão à rede, eu era já amigo de vinte e sete restaurantes, de quarenta e seis regiões, cidades e aldeias, de um talho, de duas charcutarias, de seis promotores imobiliários, de quatro livrarias e de quinze festas populares, arraiais e concertos diversos. Com dois velhotes (um deles ateu militante), que me concederam igualmente a alegria de serem meus amigos, perfaziam mais de cem. Como balanço de dois dias não era mau, mas ainda era pouco.
          Aderi, então, a todos os grupos e causas que pude, desde a que pugna pelo não fecho da Biblioteca Nacional até à que luta pelas obras imediatas para salvar a Biblioteca Nacional. Tornando-me amigo das diversas distritais do PSD, do PS, do Bloco e de células avulsas do PCP e núcleos do CDS, e ainda de Manuel Alegre, de Fernando Nobre, de Cavaco Silva e da Causa Monárquica, evitando habilidosamente uma disputa entre o Núcleo Tauromáquico de Santarém e o Grupo de Forcados Amadores do Montijo, ao fim do quarto dia tinha mais dois mil amigos. Salvo erro, destes conheço dois, mas estabeleci uma relação de certa intimidade com a aldeia de Cebolais, cujo presidente da Junta quer fazer de mim aldeão honorário.
          Agora, que em seis dias fiz quase três mil amigos, acredito que ganhei a aposta. É certo que comecei a aceitar amigos russos, indianos, americanos e, até, da Finlândia. Já dizia o meu avô que amigos até no Inferno - e, se aparecer algum, é certo que os adiciono. Por falar nisso, tenho cá o Sócrates e o Passos, para não falar do John McCain, da Sarah Palin, do Zapatero e do Chávez.
          O que é preciso, como diz o outro, é confiança. E estou cheio dela. Quando descobrir para que quero tanto amigo, não deixarei de dizer.
Comendador Marques de Correia
Texto publicado na edição da Única de 24 de julho de 2010

 

1.1.  Explique o equívoco do Comendador Marques de Correia em torno da expressão “rede social”.
 1.2.  Interprete a sua intenção de traduzir a palavra “Facebook”.
1.3.  Porque aderiu o comendador ao Facebook?
1.4.  Comente o valor expressivo da ironia presente na frase “após dois escassos dias […] concertos diversos” (ver as linhas sublinhadas no texto).

1.5.  O que fez ele para ganhar a aposta que fizera com os seus familiares mais jovens?
 

(continua) 


16 de outubro de 2011

Critérios de correção da expressão escrita, Ensino secundário (Grupo III, do teste)

Na produção de texto, avalia-se a expressão escrita do estudante.
Tratando-se de uma “resposta” extensa, deve-se observar as capacidades seguintes:
  • estruturação de um texto que reflicta uma planificação;
  • elaboração de um texto coerente e coeso;
  • produção de um discurso correcto nos planos lexical, morfológico, sintáctico, ortográfico e de pontuação;
  •  a revisão de texto (em aula ou em casa).

Critérios

1.     Uma resposta escrita integralmente em maiúsculas é sujeita a uma desvalorização de cinco (5) pontos.

2.     A cotação é distribuída pelos parâmetros:
conteúdo (C): 60% e organização e correção linguística (F): 40%.

3.     A classificação a atribuir à estruturação temática e discursiva é obrigatoriamente selecionada de entre as cotações definidas para cada um dos nove níveis de desempenho – 30, 27, 24, 21, 18, 15, 12, 9 e 6 pontos – não sendo, portanto, admitida a atribuição de qualquer classificação diferente das indicadas (ver ANEXO final).

4.     Fatores de desvalorização no domínio da correção linguística:


Por cada erro de…
são descontados… pontos

Tipo de erro
Desvalorização
(pontos)
Limites de desvalorização
Sintaxe e Impropriedade lexical
2

Pontuação e ortografia
(incluindo acentuação, ausência de maiúscula e translineação)
1
Por cada erro de ortografia repetido na mesma resposta (incluindo acentuação, translineação e uso convencional de maiúscula) deve proceder-se apenas a uma desvalorização.
Citação de texto (uso indevido ou não uso de aspas, ausência de indicador(es) de corte de texto, etc.) ou referência a título de obra(s)
1


Nota 2: Os descontos por aplicação dos fatores de desvalorização no domínio da organização e correção linguística são efetuados até ao limite das pontuações indicadas para este critério.



5.     Fatores de desvalorização relativos ao desvio dos limites de EXTENSÃO:
  •  Sempre que não sejam respeitados os limites relativos ao número de palavras indicados na instrução do item, deve ser descontado um (1) ponto por cada palavra a mais ou a menos, até ao máximo de cinco (1x5) pontos, depois de aplicados todos os critérios definidos para o item. 
  • Se, da aplicação deste fator de desvalorização, resultar uma classificação inferior a zero pontos, é atribuída à resposta a classificação de zero pontos.


V. Anexo: Descritores dos níveis de desempenho, de 1 a 9:






Níveis de
Desempenho
ESTRUTURAÇÃO TEMÁTICA E DISCURSIVA (ETD)
(texto argumentativo)
Pontuação
9
  • Trata, sem desvios, o tema proposto.
  •  Mobiliza sempre, com eficácia argumentativa, informação ampla e diversificada:
– produz um discurso coerente e sem qualquer tipo de ambiguidade;
– define de forma inequívoca o seu ponto de vista;
– fundamenta a perspectiva adoptada em, pelo menos, dois argumentos, distintos e pertinentes, cada um deles ilustrado com, pelo menos, um exemplo significativo.
  • Redige um texto estruturado, reflectindo uma planificação e evidenciando um bom domínio dos mecanismos de coesão textual:
– apresenta um texto constituído por três partes (introdução, desenvolvimento, conclusão), individualizadas, devidamente proporcionadas e articuladas entre si de modo consistente;
– marca correctamente os parágrafos;
– utiliza, com adequação, conectores diversificados e outros mecanismos de coesão textual.
  •  Faz uso correcto do registo de língua adequado ao texto, eventualmente com esporádicos afastamentos, que se encontram, no entanto, justificados pela intencionalidade do discurso e assinalados graficamente (com aspas ou sublinhados).
  •  Mobiliza com intencionalidade recursos da língua expressivos e adequados (repertório lexical variado e pertinente, figuras de estilo, procedimentos de modalização, pontuação...).
30
8

27
7
  •  Trata, sem desvios, o tema proposto.
  •   Mobiliza informação diversificada, com suficiente eficácia argumentativa:
– produz um discurso coerente, pontuado, no entanto, por ambiguidades pouco relevantes;
– define com suficiente clareza o seu ponto de vista;
– fundamenta a perspectiva adoptada em, pelo menos, dois argumentos adequados, cada um deles documentado com, pelo menos, um exemplo apropriado.
  • Redige um texto bem estruturado, reflectindo uma planificação e recorrendo a mecanismos adequados de coesão textual:
– apresenta um texto constituído por três partes (introdução, desenvolvimento, conclusão), individualizadas, proporcionadas e satisfatoriamente articuladas entre si;
– marca correctamente os parágrafos;
– utiliza, adequadamente, conectores e outros mecanismos de coesão textual.
  • Utiliza o registo de língua adequado ao texto, apesar de afastamentos esporádicos, que não afectam, porém, a adequação geral do discurso.
  •  Mobiliza um repertório lexical adequado e variado.
24
6

21
5
  • Trata o tema proposto, embora apresente desvios pouco relevantes.
  • Mobiliza informação suficiente, nem sempre com eficácia argumentativa:
– produz um discurso globalmente coerente, apesar de algumas ambiguidades evidentes;
– define o seu ponto de vista, eventualmente com lacunas que não afectam, porém, a inteligibilidade;
– fundamenta a perspectiva adoptada em, pelo menos, dois argumentos adequados, apresentando um único exemplo apropriado ou dois exemplos pouco adequados.
  • Redige um texto pouco estruturado, reflectindo uma escassa planificação e evidenciando um domínio apenas suficiente dos mecanismos de coesão textual:
– apresenta um texto constituído por três partes (introdução, desenvolvimento, conclusão), articuladas entre si de modo pouco consistente;
– marca parágrafos, mas com falhas esporádicas;
– utiliza apenas os conectores e os mecanismos de coesão textual mais comuns, embora sem incorrecções graves.
  • Utiliza, em geral, o registo de língua adequado ao texto, mas apresentando alguns afastamentos que afectam pontualmente a adequação global.
  • Mobiliza um repertório lexical adequado, mas pouco variado.
18
4

15
3
  • Trata globalmente o tema, mas com desvios notórios.
  •  Mobiliza pouca informação e com reduzida eficácia argumentativa:
– produz um discurso com alguma coerência, mas nem sempre claramente inteligível;
– define um ponto de vista identificável, mas fá-lo de forma confusa.
– fundamenta a perspectiva adoptada num único argumento adequado ou em dois argumentos redundantes, apresentando um exemplo pouco adequado.
  •  Redige um texto com deficiências de estrutura, evidenciando um domínio insuficiente dos mecanismos de coesão textual:
– apresenta um texto em que não distingue com clareza três partes (introdução, desenvolvimento, conclusão), ou em que as mesmas se encontram insuficientemente marcadas, com desequilíbrios de proporção mais ou menos notórios e com deficiências ao nível da articulação entre elas;
– marca parágrafos, mas com incorrecções de alguma gravidade;
– utiliza um número insuficiente de conectores, por vezes de forma inadequada e recorrendo a construções paratácticas frequentes.
  • Apresenta, em número significativo, afastamentos do registo de língua adequado ao texto.
  • Utiliza um vocabulário simples e comum, com impropriedades que não perturbam, porém, a comunicação.
12
2

9
1
  • Aborda lateralmente o tema, porque o compreendeu mal ou porque não se cinge a uma linha condutora e se perde em digressões.
  •  Mobiliza muito pouca informação e sem eficácia argumentativa:
– produz um discurso geralmente inconsistente e, por vezes, ininteligível;
– não define um ponto de vista concreto;
– não cumpre a instrução no que diz respeito ao tipo de texto ou apresenta um texto em que traços do tipo solicitado se misturam, sem critério, com os de outros tipos textuais.
  • Redige um texto com estruturação muito deficiente, desprovido de mecanismos elementares de coesão textual.
  • Utiliza indiferenciadamente registos de língua, sem manifestar consciência do registo adequado ao texto, ou recorre a um único registo inadequado.
  •  Utiliza vocabulário elementar e restrito, frequentemente redundante e/ou inadequado.
6


 fim