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17 de novembro de 2018

Crónica de D. João I – O contexto histórico

Morte do Conde Andeiro, por José de Sousa Azevedo (1830-1864)
Porto, Museu Nacional de Soares dos Reis.




Na Crónica de D. João I, Fernão Lopes trata um tempo histórico conturbado.

O que significa uma ”crise dinástica” e um breve período chamado de “interregno”?
Quem foram as principais figuras dessa época agitada?
A que mudanças sociais se assiste então? Que valores são defendidos pela “burguesia” em ascenção?


Para estas e outras questões, consultar o Portal da História, de Manuel Amaral, que em "Os grandes debates da Historiografia portuguesa", apresenta vários e interessantes textos sobre a problemática de 1383-85, um dos assuntos da Crónica de D. João I. Aqui deixo o índice de alguns dos textos do Portal:
Manuel Amaral - Introdução ao tema: 
*
António José Saraiva - História da Cultura em Portugal (1950) 
António Borges Coelho - «Prólogo da 2.ª edição» de A Revolução de 1383 (1965, 1975) 
Oliveira Marques -  "Fernão Lopes" in Dicionário de História de Portugal (1961) 
Veríssimo Serrão - «A crise de 1383-1385», in História de Portugal, vol. I (1976) 
José Mattoso - "Lutas de Classes ?", in História de Portugal, dir. José Hermano Saraiva (1983) 
José Mattoso - «A nobreza e a revolução de 1383» nas Jornadas de História Medieval (1985)


A crise de 1383–1385 em Portugal



Crónica de D. João I – Resumo dos capítulos 11, 115 e 148 (Programa de Português)





A crise de 1383–1385 em Portugal


Resumidamente, o que se conta no capítulo 11 da Crónica de D. João I

E do que tratam os capítulos 115 e 148?


D. João, o Mestre de Avis
Leonor Teles













Capítulo 11 – “Do alvoroço que foi na cidade cuidando que matavam o Mestre, e como alo [= lá] foi Álvoro Pais e muitas gentes com ele.”
“Conta-se neste cap. como o povo de Lisboa foi ajudar D. João, Mestre de Avis, quando se soube que a sua vida corria perigo, no Paço em que estavam a rainha D. Leonor Teles e João Fernandes Andeiro, fidalgo galego que, com escândalo público, era amante da rainha.
Chegada ao Paço, a multidão verificou que o Mestre de Avis estava vivo, tendo Andeiro sido morto por ele. Resultaram daí grandes manifestações de alegria coletiva, expressão do apoio popular que era dado a D. João enquanto adversário da rainha, regente do reino por morte de D. Fernando.” – [Fonte: Carlos Reis, 2016, p. 24].

Capítulo 115 –“Per que guisa [= de que modo] estava a cidade corregida [= preparada] pera se defender, quando el-rei de Castela pôs cerco sobrela.”
“Conta-se neste cap. como se fez a preparação da cidade de Lisboa para resistir ao cerco dos castelhanos.
Comandando a defesa da cidade, o Mestre de Avis manda guardar alimentos, por forma a que eles não faltem, uma vez que o cerco impediria o reabastecimento da cidade.
Descreve-se também o trabalho de organização dos defensores e dos equipamentos: a reparação e o fortalecimento das muralhas, a verificação das armas, a distribuição de tarefas de defesa e a regulação da ordem na cidade.
Salienta-se, ao mesmo tempo, que se trata de um esforço de guerra coletivo, que chega a causar a admiração de quem relata.” – [Fonte: Carlos Reis, 2016, p. 29-30].

Capítulos 148 – “Das tribulações [= dificuldades] que Lixboa padecia per mingua de mantimentos.”
“Este cap. ocupa-se dos tempos de sofrimento da população de Lisboa, sujeita ao cerco castelhano. As privações que ele provoca são descritas de forma pormenorizada, salientando-se os vários aspetos do sacrifício a que o referido cerco obriga: a escassez de alimentos e o seu preço elevado, a falta de esmolas, o recurso a produtos de baixa qualidade, etc.
E, contudo, sempre que o inimigo ameaçava era visível o esforço coletivo para superar as dificuldades.” – [Fonte: Carlos Reis, 2016, p. 36].



Fonte: 
REIS, Carlos (2016) Crónica de D. João I, Fernão Lopes. Porto: Porto Ed. - Col. Educação literária. Leituras orientadas 10.º Ano.

Cerco de Lisboa (1384) nas crónicas de Jean Froissart.

Crónica de D. João I – Estrutura externa


João I de Portugal

Como podemos descrever a estrutura externa (organização formal: o todo e as partes) da Crónica de D. João I?


Partes (com prólogo), capítulos (com síntese de abertura)


  • A crónica tem 2 partes; cada uma delas é antecedida de um “prólogo”.
  • A 1.ª parte tem 193 capítulos; a 2.ª parte tem 203 capítulos. – total: 396 caps.
  • Cada capítulo tem uma síntese de abertura.

Capítulos do programa de Português:

Os três mais importantes capítulos da Crónica: os capítulos 11,115 e 148 (da primeira parte):


Capítulo 11 – “Do alvoroço que foi na cidade cuidando que matavam o Mestre, e como alo [= lá] foi Álvoro Pais e muitas gentes com ele.”

Capítulo 115 –“Per que guisa [= de que modo] estava a cidade corregida [= preparada] pera se defender, quando el-rei de Castela pôs cerco sobrela.”

Capítulos 148 – “Das tribulações [= dificuldades] que Lixboa padecia per mingua de mantimentos.”