2. – O recurso expressivo (figura de estilo) utilizado para
definir a atividade do poeta é a anáfora,
isto é, a repetição de uma palavra (o
verbo ser) no início de versos seguidos.
2.1. – O poeta distingue-se por ser “mais alto”, “maior” do
que as outras pessoas (como se fosse sobre-humano, divino, sublime).
2.2. – Apesar do poeta ser caracterizado como um mendigo (necessitado),
ele é como um rei – possui muitos sentimentos, emoções, imaginação.
3. – [na 2.ª estrofe]. Ser poeta é...
1.“ter (o esplendor) de mil desejos” – sonhador,
apaixonado...
2.“não saber que se deseja” – insatisfeito...
3.“ter cá dentro um astro” – talentoso, brilhante
4.“ter garras e asas de condor” – livre, sonhador,
ousado.
4. – Os pontos de exclamação são usados para intensificar as
emoções do sujeito poético.
5. – Ser poeta é também amar intensamente e espalhar esse
sentimento através do canto, ou seja , da poesia.
ESCRITA ORIENTADA - Ordenação dos acontecimentos da vida de alguém
Os momentos ou etapas da biografia (história da vida) deste artista estão fora de ordem, baralhados. [Aqui no blogue os acontecimentos estão ordenados logicamente, cada professor deverá baralhar as partes a seu gosto]
Ordene esses acontecimentos (dando novos números, à esquerda), de modo a dar um sentido lógico ao texto. Socorra-se dos conectores [palavras de ligação, que estamos a treinar nas atividades de escrita] e das datas.
Boa história, boa música!
A vida e a obra de um cantor-poeta: Bob Dylan
1
Bob Dylan é o nome artístico de Robert Allen Zimmerman,
nascido em Duluth,
nos Estados Unidos da América, a 24 de maio de 1941. É um dos mais famosos
cantores e compositores de música “folk” ou popular/tradicional, sendo também
um pintor, ator e escritor norte-americano. Ao longo da sua carreira, esta
estrela da cultura pop mundial foi-se reinventando: começou por ser um jovem
cantor folk, passando de seguida a roqueiro, depois foi o recluso hippie
rural, o profeta, o pastor evangélico, o decadente e, por fim, o
septuagenário reconciliado consigo mesmo.
2
Em primeiro lugar, notemos que Bob Dylan embora tenha
nascido no estado de Minnesota, nos EUA, é neto de imigrantes judeusrussos.
Cedo, ainda adolescente, começou a escrever poemas e,
como autodidata, aprendeu piano e guitarra.
3
Em segundo lugar, embora tenho começado a cantar em grupos
de rock,só quando
foi para a Universidade, em 1959, é que se interessou realmente
pela “folk music”. Nesta cidade, atuou em bares,
acompanhado apenas de um violão e de uma gaita-de-beiços.
4
Em 1961, desiste do curso e viaja para Nova Iorque. Aí
lançou o seu primeiro álbum, em 1962, o qual lhe abre as portas para a fama.
No ano seguinte, canções como “Blowin’ in the wind” tornam-se um hino para os
movimentos pacifistas a favor dos direitos civis nos EUA.
5
Em terceiro lugar, Bob Dylan é considerado pioneiro na introdução da literatura na música pop e também na fusão de ritmos europeus e afro-americanos. Ele é autor e intérprete de sucessos emblemáticos como “Blowin' in the wind” e “A hard rain’s a-gonna fall” (1963), “Mr. Tambourine Man” (1965), “Lay lady lay” (1969) e “Knockin’ on heaven’s door” (1973). Estes são alguns dos temas da sua vasta carreira de cantor, com mais de meio século, em que editou dezenas de álbuns, de estudio e ao vivo, que tanto influenciaram a música popular moderna.
6
Para além da música, Bob Dylan também trilhou noutras artes. No cinema, participou em vários filmes como ator; realizou “Renaldo and Clara” (EUA, 1978), protagonizado por si, Sara Dylan e Joan Baez; e as suas canções estão incluídas em muitas bandas sonoras do cinema americano. Outra faceta artística de Bob Dylan é o desenho e a pintura.
7
Durante toda a sua vida, Dylan publicou as suas canções em livro: os seus Bob Dylan songbooks, também intitulados Lyrics, ou seja: letras de canções, desde 1962 até hoje. Em Portugal, as suas canções foram editadas em dois volumes, em 2006 e 2008. Mais recentemente, saiu a público o primeiro volume da sua autobiografia, Chronicles, volume one (2004), que teve logo tradução portuguesa e brasileira (2005).
8
Para além de todas estas atividades artísticas, Dylan foi um grande defensor de causas sociais: participou em várias iniciativas de solidariedade e beneficência. Em 1997, foi convidado pelo Papa João Paulo II a atuar para milhares de fãs no World Eucharistic Congress, em Bolonha (Itália).
9
Em conclusão, e na linha da revista Rolling Stone que elegeu Bob
Dylan como o 2.º melhor artista da música de todos os tempos (ficando atrás
apenas dos Beatles), destacamos alguns prémios com que foi reconhecido
ao longo da sua carreira. Dylan recebera já cinco Gramys e em
1991 o “Grammy Lifetime Achievement Award, quando é laureado com mais dois
Gramys, em 2006.
10
Em 1997, foi distinguido com o “Kennedy Center Honors” pelo labor artístico de toda uma vida e, em 2000, recebeu das mãos do Rei da Suécia o Prémio de Música Polar. Em junho 2007, foi honrado com o Prémio Príncipe das Astúrias das Artes, em Espanha. A estas honras juntou, em 2012, a condecoração com a Medalha Presidencial da Liberdade, a mais alta honra civil concedida pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.
11
Finalmente, foi distinguido com o Prémio Nobel da
Literatura em 2016 por “ter criado
novos modos de expressão poética no quadro da tradição da música americana”.
Esta atribuição inesperada do maior prémio... da literatura a alguém que era conhecido no mundo da música foi algo muito falado e
controverso, tornando Bob Dylan ainda mais conhecido, como agora nas nossas
sessões de LC.
12
Portanto, bastante premiado, Bob Dylan já foraincluído pela revista Time
(n.º 22, June 8, 1998) na lista das 100 pessoas mais influentes do
século XX. De facto, recentemente tornou-se o primeiro artista na história a
ganhar, além do Prémio Nobel, o Óscar, o Grammy e o Globo de Ouro.
As letras / os poemas... de Bob Dylan
A canção mais conhecida de Bob Dylan, “Blowin’ in the Wind” já teve versões de Zé Ramalho e Diana Pequeno, no Brasil. De facto, vários artistas brasileiros fizeram “covers” e traduções de músicas de Dylan, as quais se tornaram bastante conhecidas no Brasil. Apresentamos-lhe aqui a versão de Zé Ramalho.
Blowin in the wind
de Bob Dylan, EUA
How many
roads must a man walk down,
Before you
call him a man?
How many
seas must a white dove sail,
Before she
sleeps in the sand?
Yes, and
how many times must cannonballs fly,
Before
they're forever banned?
The answer, my friend, is blowin’ in the wind
The answer is blowin’ in the wind
Yes, and how many years can a mountain exist,
Before it’s washed to the sea
Yes, and
how many years can some people exist,
Before
they’re allowed to be free?
Yes, and
how many times can a man turn his head,
And
pretend that he just doesn’t see?
The answer, my friend, is blowin’ in the wind
The answer is blowin’ in the wind.
Yes, and
how many times must a man look up,
Before he really
sees the sky?
Yes, and
how many ears must one man have,
Before he
can hear people cry?
Yes, and
how many deaths will it take till he knows
"Este conto de Alexandre Herculano relata-nos uma situação que teve lugar em 1373, altura em que o Castelo de Faria é sitiado pelos espanhóis.
O alcaide é feito prisioneiro pelo inimigo e quem fica à frente do castelo é o seu filho, Gonçalo Nunes.
O alcaide consegue convencer os seus captores a deixá-lo falar com o filho, sob o pretexto de tentar convencê-lo a entregar o castelo sem haver derramamento de sangue. Mas, em vez do combinado, o alcaide incita o filho a defender o castelo até ao fim e é assassinado pelos espanhóis.
O seu filho vence a sangrenta batalha, mas sente-se tão desgostoso com a morte do seu pai que decide seguir o caminho do sacerdócio e, algum tempo mais tarde, o Castelo de Faria acaba por se transformar num mosteiro.