Trabalho de
grupo: Apresentação oral sobre um episódio de Os Maias
avaliação
Episódio
Nº
Grupos
Comentários
Classif.
0-20
Cap. 8
Carlos em Sintra
10
1.Fizeram
uma apresentação oral interessante, utilizando PowerPoint com linguagens
diversificadas: imagens (pertinentes), textos (adequados).
2.Distribuíram
bem o trabalho pelos dois elementos, sendo expressivos.
3.O B.
introduziu o tema, explicitando qual o enfoque do trabalho (seleção de
informação).
4.Ponto
forte: darem a conhecer excertos do cap., complementando-os com
imagens, e terem comentado quer os
excertos quer as imagens (boa valorização do material utilizado).
5.Finalizaram,
selecionando uma parte/momento de que gostaram mais. O arco de Seteais
enquadrando o Palácio da Pena.
6.Boa
gestão de tempo; captação da atenção dos colegas e valorização dos materiais.
18
4
18
Cap. 12
O jantar dos Gouvarinho
6
1.Fizeram
uma apresentação oral interessante, utilizando PowerPoint com imagens
pertinentes e visualmente muito conseguidas.
2.Distribuíram
bem o trabalho pelos dois elementos, sendo expressivos.
3.O D.
expôs uma visão geral do episódio e depois salientou os principais assuntos
tratados durante o jantar, sem ler e com uma boa dicção. Muito bom!
4.O Y.
explicou os principais objetivos do jantar e a ementa. Boa valorização das
imagens.
5.Boa
gestão de tempo; captação da atenção dos colegas e valorização dos materiais.
6.Menos
bom: dizer que uma das personagens
“sofria de diletantismo” como se fosse de facto uma doença; caraterizar as
personagens em si (no global do romance) sem referir como se comportaram ou
foram importantes no jantar. A referência a Afonso da Maia (excerto) é
acessória.
17
14
17
Cap. 15
Jornal “A Tarde”
“A Corneta do Diabo”
11
1.Fizeram
uma apresentação oral interessante, utilizando PowerPoint com linguagens
diversificadas: imagens e textos pertinentes e até engraçados.
2.Distribuíram
bem o trabalho pelos dois elementos, sendo expressivos.
3.O J.
introduziu o tema, utilizando o PowerPoint e explicando de memória todos os
pormenores do episódio. Muito bom!
4.O D.
explicou a crítica visada com o episódio, procurando estabelecer um paralelo
com a atualidade.
5.Enunciaram
e descreveram as principais personagens intervenientes no episódio.
6.Ponto
forte: finalizaram,
selecionando um excerto caricato/interessante que sintetiza bem o episódio.
7.Boa
gestão de tempo; captação da atenção dos colegas e valorização dos materiais.
8.Menos
bom: Os tópicos do resumo
do episódio são expressos exatamente como na ficha informativa fornecida pelo
professor.
17
5
17
Cap. 10
As corridas de cavalos
8
1.Fizeram
uma apresentação oral com recurso ao PowerPoint, sem tirar todo o partido
desse instrumento (utilização de imagens, excertos da obra, etc.).
2.Distribuíram
bem o trabalho pelos dois elementos.
3.O B.
descreveu as várias personagens intervenientes no episódio e o F. resumiu o
episódio, lendo dos slides.
4.Ponto
forte: descrição do Dâmaso
como um personagem relacionado como o início e o fim dos amores de Carlos.
5.Menos
bom: Foram demasiado
esquemáticos, resumindo personagens e episódios, quando poderiam ser mais
explicativos ou seletivos. Iniciaram e terminaram de modo abrupto (sem
conclusão) ou abreviado (introdução fraca).
14
3
14
Cap. 16
O sarau no Teatro Trindade
7
6.Fizeram
uma apresentação oral interessante, utilizando PowerPoint com imagens
pertinentes.
7.Distribuíram
bem o trabalho pelos dois elementos, com certa expressividade.
8.Após
uma muita breve introdução ao trabalho por N., a F. expôs os vários assuntos
(ver uso das aspas no PowerPoint) tratados no episódio/sarau, com à vontade e
expressividade.
9.Boa
gestão de tempo; captação da atenção dos colegas. Poderiam ter apresentado o
excerto escolhido num slide.
10.Menos
bom: Poderiam ter
valorizados os acontecimentos culturais do sarau; mostrar como as personagens
se comportaram durante o sarau.
16
21
16
Cap. 18
O passeio de Carlos e Ega
1
1.Fizeram
uma apresentação oral interessante, utilizando PowerPoint (imagens
pertinentes, tópicos textuais) e vídeo.
2.Distribuíram
bem o trabalho pelos dois elementos, sendo expressivos.
3.Ponto
forte: Conseguiram
encontrar o segmento adequado do episódio final na minissérie brasileira e
apresentá-lo à turma (poderiam ter explicado um pouco mais esta escolha).
4.Boa
gestão de tempo; captação da atenção dos colegas e valorização dos materiais.
No Facebook, o realizador, escritor e guionista Vicente Alves do Ó escreveu: «Os amigos brasileiros adaptam para o pequeno ecrã este folhetim queiroziano.... e é lindo, e trágico e sedutor... e é tudo. ♥»
Neste episódio, seguindo o formato habitual, procede-se à análise de uma das obras-primas do romacista português, com testemunhos ou críticas de reconhecidos especialistas sobre a obra e/ou o autor em análise; contemplando igualmente recriações do autor e da sua obra.
Nota. A organização deste texto em três partes - 1) O autor, 2) A obra e 3) O programa - é da minha responsabilidade.
1 - O autor
Eça de Queirós
«100 anos antes da passagem para o século XXI, Portugal perdia o seu romancista mais irónico, acutilante na crítica da "portugalidade" e uma das mentes mais activas da Geração de 70. Em Agosto de 1900 morria José Maria Eça de Queirós, autor (postumamente) consagrado d'Os Maias e d'O Crime do Padre Amaro.
Membro de um grupo de jovens reformadores que viam na literatura a autópsia da mente humana, na senda de um tal Realismo francês que surgira como reacção aos emocionados Românticos, compartilhou com Antero de Quental, Ramalho Ortigão e Oliveira Martins, entre outros, a mudança do paradigma literário.
Natural da Póvoa de Varzim, teve no Porto e em Coimbra a sua educação e a sua estreia nas lides literárias. Na Gazeta de Portugal publicaria os seus primeiros trabalhos e ficaria reputado na academia, com amizades entre os oponentes de Feliciano de Castilho e já com o projecto de mudança daquele Portugal em mente. Em Lisboa tomaria lugar nas Conferências do Casino, sempre atento à esfera social e apontando os podres que analisava através do seu monóculo. Mais tarde, sem conseguirem mudar a nação a que pertenciam, os jovens iriam ironicamente intitular-se de Vencidos da Vida.
Mas foi no estrangeiro que Eça passou grande parte da sua vida profissional. Primeiro no Egito, como jornalista, dando conta da construção do Canal do Suez. Havana, Newcastle, Bristol, Paris e Neuilly, onde viria a falecer, sucedem-se na sua carreira de cônsul, enquanto desenvolvia a maioria dos seus romances realistas.
À distância do país natal sentia uma maior acuidade na descrição dos "episódios" da vida portuguesa, da possibilidade de comparar os costumes nacionais com aqueles que, importados, eram adotados pelas classes mais elevadas. E sempre com a mesma prosa fluída, cheia de humor ácido que, no fundo, faz das suas obras verdadeiras sátiras do ser-se português.
Por alguma razão se fala tanto de um tal João da Ega, personagem d'Os Maias que é considerado um alter-ego de quem o criou.»
Fonte: Programa "Grandes Livros" da RTP2
2 - A obra
Os Maias
«A história de uma família portuguesa, em finais do século XIX, tornou-se uma das obras mais consagradas a nível mundial. Do punho de Eça de Queirós, numa escrita realista que apontava todos os "podres" dos protagonistas, seguimos os Maias. Nas figuras do patriarca Afonso, do traído Pedro e do diletante Carlos apresentam-se três gerações de uma família de elevado estatuto nas lides lisboetas.
O palácio do Ramalhete, o Teatro da Trindade e Sintra são alguns dos palcos da acção. Nestes lugares desfilam personagens-tipo de um tempo "queirosiano": mulheres fatais, políticos corruptos, jovens utópicos que assumem um papel de mudança no futuro do país, para, no fim, nada terem feito.
O incesto também é um tema-chave do livro. O promissor Carlos, médico, de brilhante início de carreira, respeitado pelos seus pares, envolve-se com uma misteriosa dama casada. Depois de algumas peripécias (saber que Maria Eduarda afinal não era pertença de outro homem) e de, finalmente, poder viver livremente aquele amor tão "puro", Carlos da Maia vê o seu mundo ruir: ela era a sua irmã, levada de Portugal pela mãe, aquela Maria Monforte das histórias do avô, aquela que conduziu Pedro ao suicídio.
Eça de Queirós levou oito anos a compor esta saga familiar que, para lá das desventuras amorosas do membro mais novo (Carlos) e das tropelias do seu melhor amigo (João da Ega), também revela um Portugal de Fim-de-Século muito contemporâneo. Toda uma sociedade foi alvo do olhar atento, irónico e muito mordaz de Eça. Política, cultura, costumes e rotinas, nada escapou neste grande clássico da literatura.»
Fonte: Programa "Grandes Livros" da RTP2
3 - O Programa
Este programa está disponível, em 5 partes (1/5, 2/5; 3/5, 4/5, 5/5), no Youtube.
Reconstituo aqui o documentário da RTP2. Em nome da aprendizagem e da cultura, espero que não levante problemas de direitos de autor. Boa viagem!