Mostrar mensagens com a etiqueta Poesia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Poesia. Mostrar todas as mensagens

14 de março de 2017

Questões de leitura sobre o poema "Ser Poeta" de Florbela Espanca

Aula de 15.03.2017


Respostas das questões de leitura.

2. – O recurso expressivo (figura de estilo) utilizado para definir a atividade do poeta é a anáfora, isto é, a repetição de uma palavra (o verbo ser) no início de versos seguidos.

2.1. – O poeta distingue-se por ser “mais alto”, “maior” do que as outras pessoas (como se fosse sobre-humano, divino, sublime).

2.2. – Apesar do poeta ser caracterizado como um mendigo (necessitado), ele é como um rei – possui muitos sentimentos, emoções, imaginação.

3. – [na 2.ª estrofe]. Ser poeta é...
1.    “ter (o esplendor) de mil desejos” – sonhador, apaixonado...
2.    “não saber que se deseja” – insatisfeito...
3.    “ter cá dentro um astro” – talentoso, brilhante
4.    “ter garras e asas de condor” – livre, sonhador, ousado.

4. – Os pontos de exclamação são usados para intensificar as emoções do sujeito poético.

5. – Ser poeta é também amar intensamente e espalhar esse sentimento através do canto, ou seja , da poesia.





30 de maio de 2016

CONVITE - VII Maratona da Poesia, na Escola EB 2,3 Ruy Belo




     Bom dia!


     Vamos realizar no dia 1 de junho, 4.ª feira, a VIIª edição da Maratona da Poesia em colaboração direta com o grupo de Português do 2.º e 3.º ciclos.
  Alunos, professores, auxiliares de ação educativa e encarregados de educação são convidados a ler poemas em voz alta, individualmente ou em conjunto, originais ou de autores.
     Vamos soltar a poesia, libertar o que habita na alma dos poetas, reconstruir os seus sentidos e celebrar o Dia Mundial da Criança.
     Apareçam! Estão todos convidados.
     Agradecia que divulgassem.
    Um abraço
    Teresa Sobral
Professora responsável pelo CRE
(Texto recebido por email, adaptado)



8 de maio de 2016

CONCURSO DE POESIA SOBRE AMOR, SOLIDARIEDADE, SONHO da ESCOLA E. B. 2, 3 RUY BELO



  


CONCURSO DE POESIA 2015-16


3.º Ciclo

Organizado pelo Departamento de Português e o CRE


REGULAMENTO


1. Prazo: a entrega dos poemas a concurso deve ser feita no Centro de Recursos entre os dias 2 e 18 de maio de 2016.
2. Só serão considerados válidos os poemas entregues dentro do prazo.
3. O Concurso é subordinado aos temas: amor, solidariedade e sonho.
4. A participação no concurso é voluntária e individual.
5. Os poemas devem conter os seguintes elementos de identificaçãonome completo, número, ano e turma.
6. A seleção dos poemas a concurso é feita por um júri composto por três elementos: a Coordenadora do Centro de Recursos e dois professores: um de 2º e outro de 3º ciclo de acordo com o procedimento seguinte: 
  a) Os critérios de avaliação dos poemas entregues obedecem aos itens seguintes: adequação morfossintática, riqueza de conteúdo, originalidade do tema e do estilo.
  b) O júri seleciona os 3 melhores poemas de cada ano de escolaridade.
7. Os textos que não corresponderem às cláusulas do presente regulamento não serão considerados para efeitos de concurso.
8. Não haverá recurso das decisões do júri.

9. Aos autores dos melhores poemas, serão atribuídos prémios, no Dia do Patrono, e os seus nomes serão divulgados no blogue da biblioteca.
10. Todos os participantes receberão um certificado de participação.
11. Os premiados serão convidados a ler os seus poemas na cerimónia pública de entrega dos prémios.

Ilustração de Danuta Wojciechowska
para O meu primeiro álbum de poesia,
organizado por Alice Vieira

OS MEUS PRIMEIROS POEMAS - seleções de Sophia e Alice Vieira, dois livros - muitos poemas e imagens por descobrir



O Meu Primeiro Álbum de Poesia

Organização (seleção de poemas e prefácio) de Alice Vieira
Ilustração de Danuta Wojciechowska

Colectânea de poemas da autoria de:
Luís de Camões, Almeida Garrett, Afonso Lopes Vieira, Fernando Pessoa, Miguel Torga, Mário Castrim, Eugénio de Andrade, Natércia Rocha, Ruy Belo, Luísa Ducla Soares, Manuel António Pina, entre outros.

  Lisboa: Dom Quixote, 2008.
ISBN 978-972-20-3566-8

Primeiro Livro de Poesia

 Organização de Sophia de Mello Breyner Andresen
Júlio Ilustrações de Júlio Resende

Lisboa: Caminho, 1991.
ISBN 972-21-0597-3

Colectânea de poemas da autoria de:
João Roiz de Castelo Branco, Luís de Camões, Manuel Bandeira, Vitorino Nemésio, Sidónio Muralha, Alexandre O’ Neill, Miguel Torga, Eugénio de Andrade, José Craveirinha, Jorge Lauten, entre outros.


"Este livro não é uma antologia e muito menos uma antologia panorâmica. Constituído por obras de poetas de todos os países de língua oficial portuguesa, é um livro de iniciação, destinado à infância e à adolescência e onde procurei reunir poemas que, sendo verdadeira poesia, sejam também acessíveis. […] Não quis fazer um livro de ensino mas apenas mostrar o poema em si próprio. Pois creio que só a arte é didática."
Sophia de Mello Breyner Andresen (posfácio da 1.ª ed.)


Áreas temáticas:
Poesia,  afectos, infância, animais, Natureza, multiculturalismo, humor, jogo, "nonsense"...

8 de fevereiro de 2016

Carnaval (poema infanto-juvenil, para miúdos e graúdos)

Ilustração do pintor Tomás Leal da Câmara (1876-1948)

Capa da Ilustração Portuguesa, nº 781 (5.02.1921).




Quando fevereiro chega
há festa – o Entrudo!

Hoje fantasio-me de Pirata,
Corsário dos sete mares...
Depois serei Palhaço,
de circo ou doutros lugares...
Múltiplas personagens
que guardo dentro
de mim, sortudo,
assim, como me sinto...

Pintado ou mascarado
a minha alegria
é transparente:
celebrarei  a época
dançando, brincando
e rindo
em grande folia...

Quando fevereiro chega
festejo o Carnaval!

JCC

11 de junho de 2015

ATIVIDADES COM POEMAS: Os cinco mais da unidade de poesia - e - Poemas com imagens

Eleição e ilustração feita pelos alunos das turmas 7.º E e 7.º F
Ver orientação da atividade aqui.


O meu Top5

1

«O sonho», de Sebastião da Gama

2

«Urgentemente», de Eugénio de Andrade
«As palavras», de Eugénio de Andrade

3

«Ser poeta», de Florbela Espanca
«Amigo», de Alexandre O’Neill
«Canção», de Eugénio de Andrade
«Capital», de David Mourão-Ferreira
4
Lágrima de preta», de António Gedeão
«Pedra Filosofal», de António Gedeão
«Notícias locais», de Sérgio Godinho

5

«A concha», de Vitorino Nemésio
«A espera», de Miguel Torga
«Amar», de Florbela Espanca
«Barca Bela», de Almeida Garret
«Gaivota», de Alexandre O’Neill
«História antiga», de Miguel Torga
«Love’s philosophy», de Shelley
«Mataram a tuna», de Manuel da Fonseca
«O Papão», de José Régio
«O relógio», de Vinícus de Moares
«Para um amigo tenho sempre um relógio», de Antónia Ramos Rosa
«Poema da morte na estrada», de
«Saudades», de Florbela Espanca
«Surf», de Manuel Alegre

Exemplo de um Top5, do 7.º E:

Poemas com imagens
















20 de abril de 2015

Uma antologia de iniciação à poesia lusófona - 101 Poetas, organizada por Inês Pupo


101 poetas

iniciação à poesia em língua portuguesa

org. Inês Pupo
Lisboa : Caminho, 2007 / 4.ª ed., 2010.


«Qualquer leitor poderá por si só encontrar aqui os poetas que se tornarão seus companheiros para o resto da vida. Leituras feitas na sala de aula, sob orientação do professor, e em parceria com colegas da mesma idade, hão de proporcionar experiências inesquecíveis e de efeito decisivo no amor pela língua e pela literatura.» - Ana Maria Magalhães

Poetas: Alda do Espírito Santo - Alexandre Herculano - Alexandre O'Neill - Almeida Garrett - Álvaro Brito Pestana - Antero de Quental - António Botto -António Feliciano de Castilho - António Ferreira - António Gedeão - António Nobre - António Ramos Rosa - Augusto Gil - Bernadim Ribeiro - Camilo Pessanha - Carlos de Oliveira - Carlos Drummond de Andrade - Carlos Queirós - Cecília Meireles - Cesário Verde - Conceição Lima - Conde de Monsaraz - Corsino Fortes - D. Dinis - D. Francisco Manuel de Melo - D. Sancho I - Daniel Filipe - David Mestre - David Mourão-Ferreira - Diogo Bernardes - Dom João Manuel - Domingos Caldas Barbosa - Eugénio de Andrade - Eugénio de Castro - Fernando Pessoa - Fiama Hasse Pais Brandão - Florbela Espanca - Francisco Bugalho - Francisco José Tenreiro - Francisco Rodrigues Lobo - Gastão Cruz - Gil Vicente - Gomes Leal - Gonçalves Dias - Guerra Junqueiro - Heliodoro Baptista - Herberto Hélder - Jaime Cortesão - João Cabral de Melo Neto - João de Deus - João de Lemos - João Garcia de Guilhade - João José Cochofel - João Melo - João Roíz de Castelo-Branco - João Soares Coelho - Jorge de Lima - Jorge de Sena - José Carlos Ary dos Santos - José Carlos de Vasconcelos - José Craveirinha - José de Almada Negreiros - José Gomes Ferreira - José Régio - José Saramago - Luís de Camões - Luís Filipe Castro Mendes - Luís Veiga Leitão - Manuel Alegre - Manuel Bandeira - Manuel Maria Barbosa du Bocage - Manuel Rui - Mário Cesariny - Mário de Andrade - Mário de Sá-Carneiro - Mário Dionísio - Marquesa de Alorna - Martim Soares - Mia Couto - Miguel Torga - Natália Correia - Nicolau Tolentino - Noémia de Sousa - Nuno Júdice - Olavo Bilac – Ondjacki - Paula Tavares - Paulino António Cabral - Pedro Tamen - Pêro da Ponte - Raul de Carvalho - Rui Knopfli - Ruy Belo - Ruy Cinatti - Sá de Miranda - Sebastião da Gama - Sophia de Mello Breyner - Teixeira de Pascoaes - Tony Tcheka - Vasco Graça Moura - Vitorino Nemésio.


Inês Pupo nasceu em Lisboa.
É psicóloga, psicoterapeuta, tradutora e escritora.
A sua obra para um público essencialmente infanto-juvenil alia ao texto a componente musical e, como será de esperar, a ilustração, em coautoria com autores dessas artes. 
Tendo começado por organizar a antologia 101 Poetas (2007), recomendada no PNL, e por compor os poemas para os projetos para crianças do Jornal Expresso (2005-2007), participou em vários projetos de livros/CDs ao dispor do jovem leitor: Canta o Galo Gordo: poemas e canções para todo o ano (2008), com música de Gonçalo Pratas e ilustração de Cristina Sampaio; A casa sincronizada: uma história musical (2011), com música do mesmo músico, ilustração de Pedro Brito e que recebeu o Prémio Autores, SPA (2012); Na cozinha das canções: mousse de chocolate (2012) com  receitas de Luís Baena, ilustração de Ricardo Machado e música de Gonçalo Pratas; Galo Gordo: este dia vale a pena (2012), textos musicados por Gonçalo Pratas e ilustrados por Cristina Sampaio.

Para saber mais: «Inês Pupo», in Wikipédia, a enciclopédia livre.






13 de abril de 2015

Ser Poeta, Escrever Poesia


Imagem e atividade em Florbela revisitada.

Esta nuvem de palavras relativa ao soneto de Florbela Espanca
destaca, de entre 86 palavras, as que são mais importantes ou recorrentes.
Que mensagem podes retirar desta  nuvem de palavras?



Como os poetas “definem” a Poesia


SER POETA


Ser Poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!

É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!

É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!

E é amar-te, assim, perdidamente...
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda gente!

Florbela Espanca
in Charneca em flor (1931)

[Escuta aqui aversão musicada do poema]

POESIA


Gastei uma hora pensando um verso
que a pena não quer escrever.
No entanto ele está cá dentro
inquieto, vivo.
Ele está cá dentro
e não quer sair.
Mas a poesia deste momento
inunda minha vida inteira.

Carlos Drummond de Andrade
in Alguma Poesia (1930).



LIBERDADE


O poema é
A liberdade

Um poema não se programa
Porém a disciplina
— Sílaba por sílaba —
O acompanha

Sílaba por sílaba
O poema emerge
— Como se os deuses o dessem
O fazemos

Sophia de Mello Breyner Andresen
in O nome das coisas (1977).



O POETA BEIJA TUDO


O poeta beija tudo, graças a Deus… E aprende com as coisas a sua lição de sinceridade…
E diz assim: «É preciso saber olhar…»
E pode ser, em qualquer idade, ingénuo como as crianças, entusiasta como os adolescentes e profundo como os homens feitos…
E levanta uma pedra escura e áspera para mostrar uma flor que está por detrás…
E perde tempo (ganha tempo…) a namorar uma ovelha…
E comove-se com coisas de nada: um pássaro que canta, uma mulher bonita que passou, uma menina que lhe sorriu, um pai que olhou desvanecido para o filho pequenino, um bocadinho de sol depois de um dia chuvoso…
E acha que tudo é importante…
E pega no braço dos homens que estavam tristes e vai passear com eles para o jardim…
E reparou que os homens estavam tristes…
E escreveu uns versos que começam desta maneira: «O segredo é amar…»

Sebastião da Gama
In Diário (1958)




Lê e reflete sobre esta definição de poesia pelo poeta e declamador José Fanha.


A POESIA...

A poesia foi uma das formas que o ser humano encontrou para falar dos seus sentimentos mais profundos e misteriosos.

A poesia é a arte das palavras, e as palavras, quando tocadas pelos poetas, tornam-se chaves mágicas que abrem portas de universos que estão para além do imediato quotidiano e que nos falam dos grandes mitos, e também das paixões, das dores, das alegrias.

A linguagem poética exprime o modo de olhar para a Natureza, para o coração, para o amor de uma forma diferente da linguagem quotidiana.

É frequente confundir-se poesia com rima. Mas nada mais errado. A poesia pode ser rimada ou não. A rima pode ou não ser poética. Quando se trabalha a rima com as crianças desenvolve-se a "ginástica" básica da língua, mas não se trabalha necessariamente a poesia.





Outras definições


Muitas definições de “O que é Poesia” em Banco da Poesia, blogue brasileiro inaugurado a 12.03.2009, como esta:


«Para os dicionaristas, em geral, 
poesia é a obra literária escrita em versos,
e na voz popular poesia é às vezes sinônimo de poema.»



Geir Campos (1924-1999), poeta e tradutor
in Pequeno dicionário de arte poética (1978).