Mostrar mensagens com a etiqueta Texto tradicional - conto. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Texto tradicional - conto. Mostrar todas as mensagens

17 de outubro de 2017

Os sete momentos do conto "A uva salamana"

Respostas, no manual P7, 7.º A (2017-18)

p. 44, exerc. 8

Completa a tabela com a localização dos sete momentos da ação e a informação mais importante sobre cada um.

Momentos da ação
Linhas
Informação


1. (a) desafio colocado aos príncipes (ll. 1-9): três irmãos são desafiados por um rei a encontrar o presente mais belo para casar com a sua filha;

2. (b) compra do primeiro presente (ll. 10-35): o mais velho compra um tapete voador;

3. (c) compra do segundo presente (ll. 36-53): o do meio compra um óculo mágico;

4. (d) compra do terceiro presente (ll. 54-73): o mais novo compra uvas que curam;


5. (e) reencontro dos príncipes (ll. 74-80): os irmãos não revelam as virtudes dos presentes;

6. (f.) utilização dos presentes (ll. 81-105): o óculo serve para ver que a princesa está doente; o tapete para viajar até ao palácio, os bagos de uva servem para curar a princesa;

7. (g) reação dos príncipes e do rei (ll. 106-108): cada príncipe acha-se responsável pela salvação da princesa, mas o rei decide premiar outro pretendente para resolver a disputa.

15 de outubro de 2017

Era uma vez... um gato maltês que contou histórias outra vez!

Histórias tradicionais ou tornadas muito populares




24 contos tradicionais com ilustrações e áudio:
A Gata Borralheira, Os sete cabritinhos, A Ponte da Harmonia, A Polegarzinha, A rosa azul, O isqueiro mágico, A casinha de chocolate, A raposa e as uvas, A Rapunzel…

no Centro de Competência Nónio da ESE de Santarém:
contos muito populares, interativos.

32 Fábulas de Esopo, Fedro e Jean de la Fontaine
para ler e ouvir.

A Bela Adormecida, A Gata Borralheira, As Fadas, O Gato das Botas, Riquete do Topete
para ler e ouvir.

A borboleta, A família feliz, A menina dos fósforos, 
A Polegarzinha, A princesa e a ervilha, As flores de Ida, 
O bule, O caracol e a roseira, O colarinho postiço, 
O homem de neve, O isqueiro mágico, o patinho feio, 
O rouxinol, O valente soldadinho de chumbo e os verdinhos.

O Capuchino Vermelho, O ganso de ouro, O príncipe sapo, 
Os músicos de Bremen, Os sete corvos.

Ilustração de Gustave Doré para livro de C. Perrault

22 de novembro de 2015

O mundo maravilhoso dos "Contos Tradicionais do Povo Português"

Contos Tradicionais do Povo Português 

organização de Teófilo Braga.
Lisboa: Publicações Dom Quixote, 1999. 
- 280 p., versão do vol. I  disponível aqui.



"A quinta edição dos Contos Tradicionais do Povo Português apresenta-se formalmente tal como o original de 1883, mas em dois volumes. 

[...] Nesta obra, Teófilo Braga apresentou ao leitor um conjunto de narrativas que constituem um valiosíssimo acervo de informação, principalmente para as áreas da antropologia e história das mentalidades, sobre as múltiplas manifestações das sociedades tradicionais. 

A concepção desta obra reflecte o carácter estruturante da problemática da identidade nacional na dupla vertente romântica e científica. A vertente romântica identifica-se no peso atribuído às versões literárias da tradição popular. O segundo volume reflecte melhor esta intenção, pois T. Braga perspectiva historicamente os reflexos dos contos populares na produção literária e erudita. 

Por outro lado, o autor também procura identificar e relacionar os vários grupos em que se divide a novelística portuguesa com a evolução do pensamento religioso. Assim, as fábulas, apólogos e anexins remontariam ao estádio feiticista; os contos e epopeias ao estádio politeísta; e os casos, as novelas e lendas, e os exemplos e parábolas ao estádio monoteísta. 

Posto isto, o autor ainda faz uma tentativa de identificação das origens étnicas dos diferentes géneros da novelística.

Estes campos do estudo apresentado por T. Braga, baseado na sua recolha, estão relacionados com a vertente científica, em que a etnogenia tem um lugar de destaque. 

[...] No primeiro volume, que constitui a primeira parte da recolha relacionada com os contos de fadas e casos da tradição popular, divide-se em contos míticos da aurora, sol e noite e em lendas e facécias da tradição popular. Quase todos os contos são identificados com o seu local de recolha."



24 de maio de 2015

O SAL E A ÁGUA - conto tradicional, recolhido e publicado por Teófilo Braga

Imagem em: Kultural Kids - ver!

O Sal e a Água


     Um rei tinha três filhas; perguntou a cada uma delas, por sua vez, qual era a mais sua amiga. 
     A mais velha respondeu:
     – Quero mais a meu pai do que à luz do Sol.
     Respondeu a do meio:
   – Gosto mais de meu pai do que de mim mesma.
     A mais moça respondeu:
     – Quero-lhe tanto como a comida quer o sal.
     O rei entendeu por isto que a filha mais nova o não amava tanto como as outras, e pô-la fora do palácio.

     Ela foi muito triste por esse mundo, e chegou ao palácio de um rei, e aí se ofereceu para ser cozinheira.
     Um dia veio à mesa um pastel muito bem feito, e o rei ao parti-lo achou dentro um anel muito pequeno, e de grande preço. Perguntou a todas as damas da corte de quem seria aquele anel. Todas quiseram ver se o anel lhes servia; foi passando, até que foi chamada a cozinheira, e só a ela é que o anel servia. O príncipe viu isto e ficou logo apaixonado por ela, pensando que era de família de nobreza.
     Começou então a espreitá-la, porque ela só cozinhava às escondidas, e viu-a vestida com trajos de princesa. Foi chamar o rei seu pai e ambos viram o caso.
     O rei deu licença ao filho para casar com ela, mas a menina tirou por condição que queria cozinhar pela sua mão o jantar do dia da boda.
     Para as festas do noivado convidou-se o rei que tinha três filhas, e que pusera fora de casa a mais nova. A princesa cozinhou o jantar, mas nos manjares que haviam de ser postos ao rei seu pai não botou sal de propósito.
     Todos comiam com vontade, mas só o rei convidado é que nada comia. Por fim perguntou-lhe o dono da casa porque é que o rei não comia.
     Respondeu ele, não sabendo que assistia ao casamento da filha:
     – É porque a comida não tem sal.
   O pai do noivo fingiu-se raivoso, e mandou que a cozinheira viesse ali dizer porque é que não tinha botado sal na comida.
     Veio então a menina vestida de princesa, mas assim que o pai a viu, conheceu-a logo, e confessou ali a sua culpa, por não ter percebido quanto era amado por sua filha, que lhe tinha dito que lhe queria tanto como a comida quer o sal, e que depois de sofrer tanto nunca se queixara da injustiça de seu pai.

Contos tradicionais portugueses do povo português,
recolha por Teófilo Braga, 1.ª ed. – Porto, 1860; 
com várias reedições nos nossos dias 
(utilizámos a ed. da D. Quixote, de 1995, com revisão de parágrafos).