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15 de outubro de 2017

Era uma vez... um gato maltês que contou histórias outra vez!

Histórias tradicionais ou tornadas muito populares




24 contos tradicionais com ilustrações e áudio:
A Gata Borralheira, Os sete cabritinhos, A Ponte da Harmonia, A Polegarzinha, A rosa azul, O isqueiro mágico, A casinha de chocolate, A raposa e as uvas, A Rapunzel…

no Centro de Competência Nónio da ESE de Santarém:
contos muito populares, interativos.

32 Fábulas de Esopo, Fedro e Jean de la Fontaine
para ler e ouvir.

A Bela Adormecida, A Gata Borralheira, As Fadas, O Gato das Botas, Riquete do Topete
para ler e ouvir.

A borboleta, A família feliz, A menina dos fósforos, 
A Polegarzinha, A princesa e a ervilha, As flores de Ida, 
O bule, O caracol e a roseira, O colarinho postiço, 
O homem de neve, O isqueiro mágico, o patinho feio, 
O rouxinol, O valente soldadinho de chumbo e os verdinhos.

O Capuchino Vermelho, O ganso de ouro, O príncipe sapo, 
Os músicos de Bremen, Os sete corvos.

Ilustração de Gustave Doré para livro de C. Perrault

1 de novembro de 2015

O SAPO E A RAPOSA – fábula e atividade


O sapo e a raposa resolveram e acordaram fazer uma sementeira a meias.
Fizeram a sementeira, debulharam-na e arranjaram um belo monte de trigo e outro de palha. Depois de tudo arranjado foram deitar-se nas suas camas. Logo de manhã ergueu-se a raposa e foi estar com o seu vizinho e compadre sapo e disse-lhe:
         — Compadre e amigo, venho fazer-lhe uma proposta vantajosa.
— Diga lá.
— Vamos ambos ao mesmo tempo até à eira, e o que lá chegar primeiro fica com o trigo todo.
  Olhe, minha comadre, fiz umas juras de nunca aceitar propostas sem ouvir os conselhos de um meu colega. Volte a comadre daqui a uma hora.
A raposa afastou-se e o sapo foi estar com outro sapo e expôs-lhe a proposta da raposa.
— A coisa arranja-se e a raposa há de cair, apesar da sua malícia —  respondeu-lhe o colega consultado.
— De que modo?
  Somos ambos iguais e tão semelhantes que a raposa já não é capaz de nos diferençar. Eu parto já para a eira e trato de ensacar o trigo. Tu vais estar com a raposa e, depois de longa discussão, aceitas a proposta. Não dês porém sinal de partida, enquanto eu não estiver na eira. Quanto à palha, podemos dar-lha toda; no entanto, vou esconder-lhe dentro um cão para bem a receber quando ela for tomar posse da palha.
O sapo ficou satisfeito com a lembrança do colega e foi para sua casa esperar a raposa. Esta não se demorou muito.
Discutiram ambos por algum tempo e no final o sapo fingiu que cedia. À hora marcada a raposa dirigiu-se para a eira de corrida. Quando chegou ali, já o sapo tinha o trigo metido nos sacos.
— Mas como andou o meu compadre tão depressa? —  observou a raposa, despeitada.
  Fiz das pernas coração, comadre — respondeu o sapo —, mas como sou muito seu amigo, cedo-lhe de boa vontade toda a palha, embora esta não entrasse no contrato.
A raposa, de bico caído, aceitou a proposta e dirigiu-se para o monte da palha a experimentar se estava bem moída. Salta de lá o cão e deu-lhe tamanha corrida que a raposa morreu arrebentada.
Ataíde de Oliveira (recolha),
in Contos tradicionais portugueses
Vol. 1, Porto: Figueirinhas, 1975.


ATIVIDADE - A MORAL DA HISTÓRIA

(do manual, p. 24)


Discute com os teus colegas a moralidade (lição moral) da fábula “O sapo e a raposa”.
Proposta de discussão a partir dos seguintes provérbios (podes acrescentar mais):

1
Quem ri por último ri melhor.
 2
Ladrão que rouba a ladrão tem cem anos de perdão.
 3
Com raposa é bom ser manhoso.
 4
Sabe muito a raposa, mas quem a apanha sabe mais.
 5
Mais vale engenho que força.



aqui outra versão desta fábula, reescrita por António Torrado e ilustrada por Cristina Malaquias.



31 de outubro de 2015

AS SEQUÊNCIAS (momentos) DA NARRATIVA «O SAPO E A RAPOSA»

Ilustração de Cristina Malaquias
(Ler a fábula aqui)


Enumera os acontecimentos principais pela ordem em que ocorreram.
[Manual, p. 26].

a. Dois compadres, um sapo e uma raposa, fizeram uma sementeira a meias. [= introdução, situação inicial]

b. No dia seguinte, a raposa propôs ao sapo que fizessem uma corrida até à eira onde estava o trigo e a palha. O primeiro a chegar ficaria com o trigo todo.

c. O sapo disse-lhe que lhe daria a resposta depois de consultar um colega.

d. O sapo consultado disse ao amigo que aceitasse a proposta, pois ele, entretanto, iria à frente e, quando a raposa chegasse à eira, pensaria que ele era o compadre dela, dado os dois sapos serem tão parecidos.

e. O sapo achou boa a ideia e, quando a raposa foi saber a resposta, disse-lhe que aceitava.

f. À hora combinada, a raposa correu para a eira, mas, quando lá chegou, viu que o sapo já ensacara o trigo e fizera um monte com a palha.

g. Fingindo-se generoso, o sapo disse à raposa que lhe oferecia a palha, onde estava escondido um cão.

h. Mal a raposa se aproximou do monte de palha, o cão atacou-a e perseguiu-a. [= conclusão]


i. A raposa morre cansada de tanto correr. [moral da história]