4 de novembro de 2011

Comparação entre Notícia/Reportagem/Artigo de apreciação crítica

Compara estes três géneros jornalísticos, preenchendo o quadro seguinte (já está preenchido):


Notícia
Reportagem
Artigo de apreciação crítica
Tipo de texto
Jornalístico
Jornalístico
Jornalístico
Intenção
informar
informar
Expressar uma opinião, fazer um comentário, debater
Assunto
Temas de interesse geral e atuais
Temas de interesse geral e atuais
Temas atuais de uma determinada área da sociedade
Fonte de informação
A partir das agências noticiosas
Acontecimentos e situações do mundo exterior, vistas no local
Acontecimentos e situações do mundo exterior, geralmente experienciadas localmente


Estrutura
Particular importância do lead
O jornalista detém-se essencialmente na resposta às perguntas Como? Porquê?
Geralmente apresenta uma organização tripartida; 1º os factos que vão ser comentados, depois a opinião fundamentada sobre eles
Texto curto
Texto longo
Texto relativamente longo
Descrição
Narração
Exposição-argumentação
Perspectiva do jornalista
Põe em relevo factos que aconteceram ou se espera que aconteçam
Narra uma determinada situação, sempre algo que se presenciou
Expressa-se o ponto de vista do autor
Objectividade
Objetividade
Objetividade (mas contendo comentários pessoais)
Subjetividade
Linguagem
Clara, direta e concisa
Clara, direta e concisa
Estilo pessoal, argumentativo; por vezes revestindo-se de um tom humorístico ou satírico
Funções da linguagem
Função informativa
Função informativa, mas também poética e emotiva.
Função informativa, mas também poética e emotiva.
Níveis de língua
Corrente/padrão/norma
Padrão, mas também outros níveis pois pode integrar entrevistas a pessoas que utilizam níveis de língua diferenciados
Linguagem denotando preocupações estilísticas
Discurso
De 3ª pessoa
Basicamente de 3ª pessoa, mas com marcas de 1ª pessoa (é assinada)
 Pode ser escrito na 1ª pessoa (é assinado)
Subgéneros


Artigo de opinião; crónica; artigo de crítica de cinema/literatura; texto de análise política, etc.


19 de outubro de 2011

PUB - Análise de um anúncio publicitário




Compreensão/Interpretação


1) Escolha um anúncio.

2) Baseie-se em alguns dos elementos constantes no esquema apresentado abaixo para, registando no seu caderno: 
2.1. Descrever de forma simples o que vê no anúncio.
2.2. Explicitar a mensagem plástica (composição, formas, cores…).
2.3. Evidenciar as componentes da mensagem iconográfica (“objetos” e suas conotações).
2.4. Valorize a complementaridade da mensagem linguística.

3) Confronte os seus resultados, a sua interpretação pessoal do anúncio como um todo com as dos colegas de turma.



 Esquema de análise
Uma mensagem visual é constituída por três tipos de mensagens: uma mensagem plástica, uma mensagem icónica e uma mensagem linguística. A análise de cada uma delas, seguida do estudo da sua interação, deverá permitir-nos descodificar a mensagem implícita global do anúncio[1].

0.      A descrição


1.     A mensagem plástica
1. O suporte (ex. papel de jornal; dupla página de uma revista)
2. A moldura (ex. inexistente, imaginária, concreta, como a de uma pintura)
3. O enquadramento (ex. vertical e fechado = proximidade; horizontal e largo = distanciamento)
4. Ângulo do ponto de vista (ex. profundo/plano, natural, oblíquo, visto de cima…)
5. Escolha da objetiva (ex. nítido, desfocado; generalização/precisão; espaço, focalização)
6. Composição, disposição na página (geografia e hierarquização da visão: à esquerda, no centro, em baixo, ascendente… equilíbrio)
7. As formas (ex. linhas curvas, formas redondas = feminino…; linhas direitas, formas agudas e verticais = masculino)
8. As cores e a iluminação (ex. força e violência do vermelho do sangue; luz difusa/forte; quente/frio…)
9. A textura (sensação tátil, olfativa, auditiva, visual… ex. lisa e gelada = frio…)
2.     A mensagem icónica
1)     Os motivos
     (objetos ou parte de objetos… e as suas conotações)
2)     A pose do modelo
    (a « postura » das personagens)

3.     A mensagem linguística
1)     A «imagem» das palavras
     (ex. o nome da marca; a tipografia, a cor, a disposição das palavras na página )
2)     O conteúdo linguístico
     (ex. uma legenda, uma indicação…)



[1] Martine Joly (1999), Introduction à l'analyse de l'image, Paris, Editions Nathan, coll. “128”, p. 80.

PUB - corpus de anúncios para análise

Abaixo a Publicidade!

Ler mais é um bom conselho que nos dá este anúncio.

 Goste-se ou não da PUBlicidade, ela aí está - apelativa, omnipresente e muito criativa.



Orientação para a aula: 

Na análise de vários anúncios publicitários faremos uma reflexão baseada em, entre outros aspetos:

  • Mensagem plástica/iconográfica/linguística (v. esquema auxiliar);
  • Funções apelativa e poética da linguagem; 
  • Figuras de estilo (hipérbole, comparação, metáfora, alegoria);
  • Masculino – Feminino.

Nota: As definições das figuras de estilo aqui apresentadas são as constantes no sítio  consultado e, tendo sido aplicadas ou derivadas da leitura de imagens publicitárias, nem sempre são coincidentes com as definições mais usuais utilizadas em sala de aula e aplicadas ao texto verbal literário. Faça-se, pois, uma utilização crítica das mesmas. Todos os anúncios publicitários foram selecionados desse local online.
Fonte: Retórica e Publicidade, de F. Santos, alojado em Centro de Estudos Multiculturais

Hipérbole 1

O aumento desmesurado das características de algo ou de alguém (o seu tamanho, peso, força, etc.) denomina-se hipérbole.



Breve comentário: As hipérboles são muito frequentes em publicidade, já que as características dos produtos tendem a ser exaltadas de forma pouco realista. Aqui optou-se por exagerar uma das principais características físicas do produto anunciado, o seu tamanho, pondo em cena o próprio nome da marca - caterpillar (escavadora).




Hipérbole 2



Breve comentário: A hipérbole abdica voluntariamente da credibilidade em favor da veemência do seu discurso. Neste anúncio ela é redundante já que também o texto «o maior poder...» é hiperbólico.


Comparação 1

A comparação explicita uma aproximação, uma semelhança entre dois elementos distintos. É uma comparação sugerida pela convivência dos seus dois termos.


Breve comentário: Esta comparação aproxima as linhas do produto e da sua suposta consumidora, numa identificação que concretiza o ideal publicitário da unidade produto/comprador.

Comparação 2


Breve comentário: Outra comparação entre o produto e as serpentes, remetendo para a célebre parábola do Génesis da serpente como tentadora (prosopopeia).


Metáfora 1

Existem três tipos de metáfora (Exs. extraídos de metáforas animais correntes):
A é B - «És um burro»
B por A - «Este camelo insultou-me»
A de B «tens memória de elefante»


Breve comentário: Partindo da metáfora A é B de «frio» por calmo (a expressão inglesa «mind cooler» é idiomática por «calmante»), a mente demasiado arrefecida metamorfoseia-se em descomunal icebergue (hipérbole).
Note-se também a antítese do nome do gelado (Solero) com a sua própria essência (temperatura) e a paisagem polar sem calor representada.

Metáfora 2

Breve comentário: A metáfora visual A de B substitui parte de uma imagem por outra ou parte de outra, mantendo perfeitamente identificáveis no todo os dois elementos, não os fundindo (A é B).   Neste anúncio, a metáfora produz uma criatura fantástica, composta de distintas partes. Procura-se uma sensação visual de integração na natureza, que o produto alegadamente proporcionaria. Esta imagem de umas «costas de beringela» baseia-se na metonímia de produto final (corpo) pela sua origem (alimentos): «nós somos o que comemos», segundo o próprio texto.




Alegoria 1

A alegoria explora as capacidades semânticas de uma metáfora original desdobrando-a numa multiplicidade de outras metáforas.


Breve comentário: O rato que devido ao seu movimento no ecrã recebera uma tal designação metafórica, sofre uma animização (prosopopoeia) e comporta-se como um rato animal, indeciso por vários lares - metáforas das também metafóricas moradas virtuais da Internet.

Alegoria 2

Breve comentário: Também aqui se dá a exploração dos vários aspectos da metáfora do rato inicial, até às suas últimas consequências...





16 de outubro de 2011

Critérios de correção da escrita, 3.º ciclo


Na produção de texto, procura-se avaliar a expressão escrita do estudante.

Tratando-se de uma “resposta” extensa, deve-se observar as capacidades seguintes:
  • estruturação de um texto que reflicta uma planificação (planear antes de começar a escrever); 
  • elaboração de um texto coerente e coeso; 
  •  produção de um discurso correcto nos planos lexical, morfológico, sintáctico, ortográfico e de pontuação.


CRITÉRIOS DE CORREÇÃO E CLASSIFICAÇÃO

1.     Na classificação das fichas de avaliação/trabalhos escritos será utilizada a seguinte tabela:

Percentagens
Classificação
0% a 19%
Fraco
20% a 49%
Não satisfaz
50 % a 69%
Satisfaz
70% a 89 %
Satisfaz Bem
90% a 100%
Excelente

2.     No grupo III - Expressão escrita, a cotação é distribuída pelos parâmetros:
conteúdo: 60% e organização e correção linguística: 40%.


3.     Fatores de desvalorização no domínio da correção linguística:


Por cada erro de…
são descontados… pontos
Tipo de erro
N.º de ocorrências
Desvalorização (pontos)
1.     erro de ortografia (incluindo erro de acentuação, uso indevido de letra minúscula ou de letra maiúscula inicial e erro de translineação)

2 erros
……………
3 ou mais erros

1 ponto
……………
2 pontos

2.     erro inequívoco de pontuação
3.     incumprimento de regra de citação ou de referência a título de obra(s)
4.     erro de morfologia
2 ou 3 erros
……………
4 ou mais erros
2 pontos
……………
4 pontos
5.     erro de sintaxe
6.     impropriedade lexical


Nota: Nas fichas de trabalho/testes, por cada erro de ortografia repetido na mesma resposta (incluindo acentuação, translineação e uso convencional de maiúscula) proceder-se-á apenas a uma desvalorização.


4.     Fatores de desvalorização relativos ao desvio dos limites de extensão:
 
  • Sempre que não sejam respeitados os limites relativos ao número de palavras indicados na instrução, deve ser descontado um (1) ponto por cada palavra a mais ou a menos, até ao máximo de cinco (1x5) pontos. 
  • Se, da aplicação deste fator de desvalorização, resultar uma classificação inferior a zero pontos, é atribuída à resposta a classificação de zero pontos.
 (fim)