11 de janeiro de 2012

Todas as cartas de amor são ridículas - Maria Bethânia diz um poema de Fernando Pessoa que "escrevia, sem dar por isso, cartas de amor ridículas"

"Carta de Amor", por Maria Bethânia 

Vídeo oficial da faixa "Mensagem", do DVD "Carta de Amor" (no Youtube). 


“O show vem do disco, é a base de onde eu parti, da mudança sonora que fiz ali, com vários músicos. O título do show não se refere apenas à faixa do disco ´Carta de Amor´, mas a todo tipo de amor que canto no show: o amor maduro, o amor inconstante, o amor traído, o amor eterno, o passageiro, o triste, o alegre...”  - Maria Bethânia

Letra:

Quando o carteiro chegou 
E o meu nome gritou 
Com uma carta na mão 
Ante surpresa tão rude 
Nem sei como pude 
chegar ao portão

Lendo o envelope bonito 
O seu sobrescrito 
eu reconheci 
A mesma caligrafia 
que me disse um dia 
"Estou farto de ti"

Porém não tive coragem de abrir a mensagem
Porque, na incerteza, eu meditava
Dizia: "será de alegria ou será de tristeza?"
Quanta verdade tristonha
Ou mentira risonha uma carta nos traz
E assim pensando, rasguei sua carta e queimei
Para não sofrer mais


Todas as cartas de amor são ridículas
Não seriam cartas de amor, se não fossem ridículas
Também escrevi, no meu tempo, cartas de amor como as outras, ridículas
As cartas de amor, se há amor, têm que ser ridículas
Quem me dera o tempo em que eu escrevia, sem dar por isso, cartas de amor ridículas
Mas afinal, só as criaturas que nunca escreveram cartas de amor é que são ridículas



Porém não tive coragem de abrir a mensagem
Porque, na incerteza, eu meditava
Dizia: "será de alegria ou será de tristeza?"
Quanta verdade tristonha
Ou mentira risonha uma carta nos traz
E assim pensando, rasguei sua carta e queimei
Para não sofrer mais


Quanto a mim o amor passou
Eu só lhe peço que não faça como gente vulgar
E não me volte a cara quando passo por si
Nem tenha de mim uma recordação em que entre o rancor
Fiquemos um perante o outro
Como dois conhecidos desde a infância
Que se amaram um pouco quando meninos
Embora na vida adulta sigam outras afeições
Conserva-nos, escaninho da alma, a memória de seu amor antigo e inútil







"Todas as cartas de amor são / ridículas"

Poema de Fernando Pessoa
Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.
Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.
As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.
Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.
Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.
A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.
(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas).

Álvaro de Campos / Fernando Pessoa, 21.10.1935.

In: Acção, Lisboa, n.º 41 (6.03.1937); reprod. em Poesias de Álvaro de Campos / Fernando Pessoa. Lisboa: Ática, 1944 (imp. 1993).
Fonte do texto: Arquivo Pessoa.


1 de janeiro de 2012

Sumários e TPCs, 11º G


11º G


Aula 25 (3.01.12)

- Leitura expressiva de poemas de Almeida Garrett e Miguel Torga.
- Seleção de dois alunos para dizerem poemas no Dia do Patrono.


Aula 26 (10.01.12)

- Resolução da questão 2 do questionário de interpretação da parte II do sermão (p. 56)
- Preenchimento de um quadro sistematizador da parte III (questão 1, p. 62)


Aula 27 (13.01.12)

- Continuação da leitura interpretativa do sermão: exercício vocabular e preenchimento de um quadro sistematizador (parte III).


Aula 28 (17.01.12)

 - Atividades do dia do patrono: 1. Leitura expressiva de poemas de Miguel Torga; 2. Tribol (desporto).

Aula 29 (20.01.12)

- Leitura oral e crítica da parte IV (excertos) do sermão.
- Resposta a questões selecionadas do questionário da p. 12.
- Preenchimento de um texto lacunar de interpretação final desta parte do sermão.

Questionário (p. 69)



Aula 30 (24.01.12)

 - Estudo da parte V do sermão, a partir de uma ficha de leitura.

Guião de leitura, cap. V [ficha nossa]


Aula 31 (27.01.12)

- Visualização do filme “Quem és tu?” (excertos), filme adaptado de “Frei Luís de Sousa” de Almeida Garrett.


Aula 32 (31 jan.)

- Preenchimento de breves questionários sobre o sermão em estudo.


Aula 33 (3 fev.)

 - Expressão escrita: elaboração, em trabalho de pares, de um texto argumentativo sobre o tema “fast-food”/alimentação saudável (ver “conectores” na ficha 13, pág. 140, do manual).

TPC
- Terminar o texto e fazer revisão do mesmo até ter uma expressão satisfatória.


Oficina de escrita:

Considera comportamentos alimentares criticáveis dos nossos dias, nomeadamente o recurso à “fast food” versus alimentação saudável.
Seguindo o exemplo de Vieira, selecciona alimentos que possam representar os defeitos/as virtudes dos hábitos alimentares de alguém ou grupo na nossa sociedade (jovens, idosos, estudantes, população em geral, etc.) e elabora um texto argumentativo bem estruturado.

Nota: Tenha em conta que as analogias, os contrastes (antíteses), os exemplos e as interrogações são processos utilizados na argumentação quando estamos a defender o nosso ponto de vista.
(Atividade baseada na do manual, pág. 78)

Aula 34 (7 fev.)

- Revisão do texto escrito, em trabalho de pares, em termos de coerência (resumo em “topic outline”/”sentence outline”) e de coesão (uso de conectores).


Aula 35 (10 fev.)

- Visualização do filme "As Horas", baseado na vida e obra da escritora Virginia Woolf.
PLNM: 
- Revisão de alguns aspetos gramaticais inventariados a partir da expressão escrita do teste de diagnóstico, destacando-se a dificuldade do uso da preposição que rege determinados verbos.
- Proposta de resolução da ficha 49 (da Gramática Ativa) de treino de "verbo + preposição".


Aula 36 (14 fev.)

- Introdução ao estudo do drama romântico de Almeida Garret: em trabalho coletivo, preenchimento de um texto lacunar sobre o escritor a partir da leitura do texto manual, pp. 92-94;

Alguns enigmas
que podem ser resolvidos com a leitura do texto sobre
a vida e a obra de Almeida Garrett:
  • Porque se considera Garrett um "poeta-soldado"?
  • O escritor era "dandy?
  • Que atividades literárias e cívicas desenvolveu Garrett na sua juvenília?
  • Quais os modos literários cultivados pelo escritor na sua maturidade?
Aula 37 (17 fev.)
- Visita de estudo.

Aula 38 (24 fev.)
- Teste de avaliação sumativo [Sequência 2].

Aula 39 (28 fev.)
- Algum vocabulário do modo dramático: falas das personagens, didascálias do autor, estrutura externa: peça, ato, cena.
- Leitura dramatizada pelos alunos do Ato I (algumas cenas).

Aula 40 (2 mar.)
-  Continuação da leitura do Ato I do drama em estudo.

Aula 41 (26mar.)
Início da leitura comentada do Ato II do drama Frei Luís de Sousa de Almeida Garret.
Aula 42 (9 mar.)
- Entrega e correção do teste sumativo.
Aula 43 (13 mar.)
- Conclusão da leitura comentada do Ato II do drama Frei Luís de Sousa de Almeida Garret.
Aula 44 (16 mar.)
- Visualização da adaptação cinematográfica do drama Frei Luís de Sousa, realizada por João Botelho [Quem és tu?].

Aula 45 (23 mar.)
- Autoavaliação.

Sumários, TPC e algumas Atividades


7º ano, 2011-2012



1º Período _____________________________

Aulas 1-2 (21 set.)

- Apresentação.
- Preenchimento de uma ficha de autoapresentação (“Hoje vou falar um pouco de mim”).


Aulas 3-4 (21 set.)

- Teste de avaliação de diagnóstico.


Aulas 5-6 (28 set.)

- Jogo de treino de algumas regras do novo acordo ortográfico.


Aulas 7-8 (29 set. )

- Recuperação da planta da sala de aula original.
- Organização dos grupos de trabalho.
- Conceção de um blogue da turma em Língua Portuguesa.


Aulas 9-10 (30 set.)

- Planeamento do portefólio da turma.
- Continuação do treino de algumas regras do AO.


Aulas 11-12 (6 out.)

- Visualização e comentário do blogue da turma “7up”.
- Jogo de treino de algumas regras do novo acordo ortográfico (teoria e prática).


Aulas 13-14 (7 out.)

- Registo no caderno diário das regras, atitudes e comportamento na sala de aula.


Aulas 15-16 (12 out.)

- Entrega e correção do teste diagnóstico.


Aulas 17-18 (13 out.)

- A noção de “notícia” e os elementos da sua estrutura (manual, pág. 46)
- Leitura e interpretação de notícias, identificando a sua estrutura (págs. 44-45)

TPC

- Resolver as questões 1, 1.1. do questionário, pág. 47.


Aulas 19-20 (14 out.)

- Conclusão da atividade anterior: resolução do questionário sobre uma notícia.

Aulas 21-22 (19 out., )

- Teste de avaliação: leitura, conhecimento explícito da língua e expressão escrita.
  [Teste realizado por todas as turmas do 7º ano, para avaliação interna]


Aulas 23-24 (20 out.)

- Leitura e análise de uma reportagem.
- Diferença entre notícia e reportagem.


Aulas 25-26 (21 out.)

- ***


Aulas 27-28 (26 out.)

- Interpretação do texto jornalístico “Jovem eletrocutado está em estado grave” (pág. 47), registando as respostas no caderno.
- Construção de uma notícia em trabalho de pares (ficha do professor)
   [equivalente à do Caderno de Atividades, págs. 43-44. Nota: Ainda há alunos sem manual]

TPC

- Reescrever a notícia numa folha à parte e entregar ao professor.


Aulas 29-30 (27 out.)

- Redação de duas notícias, em trabalho de pares, a partir de imagens fornecidas (ficha do prof.). Revisão de texto.


Aulas 31-32 (28 out.)

- Os géneros jornalísticos: leitura dos textos produzidos pelos alunos e melhoramento de uma dessas notícias.


Aulas 33-34 (2 nov.)

- Sessão de esclarecimento sobre “A sexualidade e a adolescência, pela enfermeira Lurdes Vieira. [ver notícia no blogue, escrita pela Catarina]


[3 nov. - Dia chuvoso. Inundações na escola com encerramento da mesma?!]



Aulas 35-36 (4 nov.)

- Entrega do teste de avaliação e correção no quaro de algumas questões.
- Leitura oral de alguns textos sobres viagens [Expressão Escrita do teste] produzidos pelos alunos.


Aulas 37-38 (9 nov.)

- O enriquecimento do léxico: a formação de palavras por derivação e composição. Exercícios práticos.

Aulas 39-40 (10 nov.)

-

Aulas 41-42 (11 nov.)

- Treino da expressão escrita: planeamento, escrita e revisão de texto.
   [Texto de opinião sobre os jovens e a Internet/A publicidade]

Aulas 43-44 (16 nov.)

-


[17 nov. – Greve geral no país; a escola esteve encerrada.]



Aulas 45-46 (18 nov.)

-

Aulas 47-48 (23 nov.)

-

Aulas 49-50 (24 nov.)

-

Aulas 51-52 (25 nov.)

-

Aulas 53-54 (30 nov.)

- … carta informal

Aulas 55-56 (2 dez.)

-

Aulas 57-58 (7 dez.)

- Leitura expressiva de lengalengas.
- Informações úteis sobre a manutenção do blogue da turma.

[8 dez. – Feriado: Imaculada Conceição]



Aulas 59-60 (9 dez.)

-



Aulas 61-62 (14 dez.)

-


Aulas 63-64 (15 dez.)

-

Aulas 65-66 (16 dez.)

- Autoavaliação.
- Visualização de um filme escolhido pelos alunos.


2º Período _____________________________


Aulas 67-68 (4 jan.)

Leitura oral expressiva, em trabalho de pares, de histórias tradicionais (cap. 3 do livro).


Aulas 69-70 (5 jan.)

Leitura do texto “As adivinhas em anexins” (págs. 75-76) e resolução do questionário sobre o mesmo.


Aulas 71-72 (11 jan.)

- Compreensão oral de um texto sobre narração de histórias através da resposta a itens V/F.
- Associação do nome de textos tradicionais (fábula, lenda…) à sua definição. (ficha do prof.)


Aulas 73-74 (12 jan.)

- Leitura oral do conto “A Cinderela dos tempos Modernos”.
- Cópia para o caderno do texto referido.
- Reescrita, em trabalho de pares, da versão “moderna” da Cinderela.


Aulas 75-76 (13 jan.)

Continuação da atividade anterior: reescrita, em trabalho de pares, da versão “moderna” da Cinderela (ficha do prof.).

Nota: Ambos os alunos registam por escrito a nova história, mas um deverá fazê-lo em folha solta, com os nomes e os números dos alunos, para entregar ao professor.

TPC

- Rever o questionário da p. 76 (sobre o texto “As adivinhas em anexins”)
- Os alunos que ainda não têm manual, registam no caderno três adivinhas.


Aulas 77-78 (18 jan.)

- Leitura oral de algumas adivinhas do TPC e de alguns textos (“Cinderela”) trabalhados pelos alunos como exemplo da tarefa cumprida.
[- Atualização dos sumários.]

--------------------------
Marcação da data dos testes de avaliação:
- 10 de fevereiro (6ª feira)
- 9 de março (6ª feira)

TPC

- Reescrita do conto em linguagem mais cuidada, para os alunos que ainda não o fizeram.


Aulas 79-80 (19 jan.)

- Leitura de reflexão sobre os níveis de língua - padrão, cuidado, familiar e popular (pág. 166) e realização de exercícios de aplicação.

Ver ligação: Registos de língua (Clicar!)

TPC

- Resolver os exercícios 1- 4 no Caderno de Atividades, p. 5 (Situação de comunicação - Registos de língua).
- Quem ainda não tem manual: utilizando algum vocabulário de nível popular que consta na ficha fornecida pelo professor sobre a história da Cinderela, reconta uma história tradicional (breve) de que te lembres. Exemplos: história de "A cigarra e a formiga"; "A Carochinha"; "Os três porquinhos", etc.


Aulas 81-82 (20 jan.)

- Justificação das respostas dadas no exercício da pág. 166.
- Confronto das respostas dadas na ficha do Caderno de Atividades, págs. 5-6 (Níveis de língua).

TPC


Sumários e TPCs, 11º D


11º D, 2º período



Aula 25 (9.01.12)


- Resolução da questão 2 do questionário de interpretação da parte II do sermão (p. 56)
- Preenchimento de um quadro sistematizador da parte III (questão 1, p. 62)


Aula 26 (10.01.12)

- Continuação da leitura interpretativa do sermão: exercício vocabular e preenchimento de um quadro sistematizador (parte III).
  

Aula 27 (16.01.12)


- Leitura oral e crítica da parte IV (excertos) do sermão.
- Resposta a questões seleccionadas do questionário da p. 69.

Questionário (p. 69)



Aula 28 (17.01.12)

- Atividades do dia do patrono: relato de experiências, visualização de fotografias tiradas de manhã e leitura colectiva de poemas de Miguel Torga.


Aula 29 (23.01.12)
- Estudo da parte V do sermão, a partir da resolução de uma ficha de leitura.


Guião de leitura, cap. V [ficha nossa]


Aula 30 (24.01.12)

- Conclusão do estudo da parte V do sermão: a repreensão ao polvo/traições humanas.

Aula 31 (30.01.12)

- Assistência ao filme “As horas”, baseado numa narrativa (romance) sobre a vida da escritora Virginia Woolf.


Aula 32 (31.01.12)

- Preenchimento de pequenos questionários sobre o sermão em estudo.
- Continuação da assistência ao filme “As horas”.


Aula 33 (6.02.12)

- Expressão escrita: elaboração, em trabalho de pares, de um texto argumentativo sobre o tema “fast-food”/alimentação saudável (ver “conectores” na ficha 13, pág. 140, do manual).

TPC
- Terminar o texto e fazer revisão do mesmo até ter uma expressão satisfatória.


Oficina de escrita:

Considera comportamentos alimentares criticáveis dos nossos dias, nomeadamente o recurso à “fast food” versus alimentação saudável.
Seguindo o exemplo de Vieira, selecciona alimentos que possam representar os defeitos/as virtudes dos hábitos alimentares de alguém ou grupo na nossa sociedade (jovens, idosos, estudantes, população em geral, etc.) e elabora um texto argumentativo bem estruturado.

 
Nota: Tem em conta que as analogias, os contrastes (antíteses), os exemplos e as interrogações são processos utilizados na argumentação quando estamos a defender o nosso ponto de vista.
(Atividade baseada na do manual, pág. 78)

Aula 34 (7 fev.)
- Revisão do texto escrito, em trabalho de pares, em termos de coerência (resumo em “topic outline”/”sentence outline”) e de coesão (uso de conectores).

Aula 35 (13 fev.)

- Introdução ao estudo do drama romântico de Almeida Garret:

a) em trabalho coletivo, preenchimento de um texto lacunar sobre o escritor a partir da leitura do texto manual, pp. 92-94;

b) em trabalho de pares, elaboração de uma lista simples das caraterísticas do período literário Romantismo, a partir do texto do manual, pp. 99-100.

Alguns enigmas
que podem ser resolvidos com a leitura do texto sobre
a vida e a obra de Almeida Garrett:

  1. Porque se considera Garrett um "poeta-soldado"?
  2. O escritor era "dandy?
  3. Que atividades literárias e cívicas desenvolveu Garrett na sua juvenília?
  4. Quais os modos literários cultivados pelo escritor na sua maturidade?

Aula 36 (14 fev.)

- Algum vocabulário do modo dramático: falas ds personagens, didascálias do autor, estrutura externa: peça, ato, cena.
- Leitura dramatizada pelos alunos do Ato I (até à cena III).


Aula 37 (27 fev.)

- Orientações e revisões para o teste escrito.
- Revisão, em trabalho coletivo, de um texto argumentativo produzido pelos alunos.

Aula 38 (28 fev.)
- Teste de avaliação sumativo.
Aula 39 (6 mar.)
- Conclusão da leitura do Ato I de Frei Luís de Sousa, de Almeida Garret.

Aula 40 (12 mar.)
- Início da leitura comentada do Ato II do drama em estudo.

Aula 41 (13 mar.)
- Entrega e correção do teste sumativo.
Aula 42 (19 mar.)
- Visualização de Quem és tu?, de João Botelho, adaptação cinematográfica do drama de Almeida Garrett.

Aula 43 (20 mar.)
- Autoavaliação.

1 de dezembro de 2011

Sumários TPCs e outras orientações


Aula 25 (9.01.12)
 Sumário:
•    Resolução da questão 2 do questionário de interpretação da parte II do sermão (p. 56)
•    Preenchimento de um quadro sistematizador da parte III (questão 1, p. 62)


Aula 26 (10.01.12) – 11ºD/ Aula 27 (13.01.12) – 11ºG
Sumário:
Continuação da leitura interpretativa do sermão: exercício vocabular e preenchimento de um quadro sistematizador (parte III).


Aula 27 (16.01.12) – 11ºD, Aula 29 (20.01.12) – 11ºG

Sumário:
•    Leitura oral e crítica da parte IV (excertos) do sermão.
•    Resposta a questões seleccionadas do questionário da p. 12.
•    Preenchimento de um texto lacunar de interpretação final desta parte do sermão.

Questionário (p. 69)


Aula 29 (23.01.12) – 11ºD, Aula 30 (24.01.12) – 11ºG

- Estudo da parte V do sermão, a partir de uma ficha de leitura.

 
Ficha-Guião de leitura, cap. V [ficha nossa]




Aula 30 (24.01.12) – 11ºD, Aula 31 (27.01.12) – 11ºG

27 de novembro de 2011

Português, 11º ano. Orientações para atividade: A apresentação oral








 Orientações:

Competência em treino:
Expressão oral
Atividade:
Apresentação oral
Tema/Subtemas:
Pe. António Vieira: Vida e obra
A época de Vieira
Modalidade de trabalho:
Trabalho de pares (grupo de 3)
Duração da apresentação:
10-15 min.
Prazo:
Semana: 28 nov. a 2 dez.

Este trabalho consiste numa apresentação oral sobre um dos seguintes temas: a vida e a obra do escritor do programa ou sobre a sua época.
Deverás basear-te nas três etapas explicadas na ficha de língua nº 17 do manual: a preparação, a elaboração do guião e a exposição oral propriamente dita.
O guião da apresentação deverá ter a estrutura tripartida habitual.
No tratamento do tema escolhido, a informação deverá obrigatoriamente ser apresentada por tópicos e esquemas (devem evitar-se as frases longas).
No caso da exposição oral ser apoiada em recursos diversificados (música, imagens, vídeos, objetos, etc.) e sobretudo se for utilizado o PowerPoint, deverão ser evitados os efeitos visuais que distraiam demasiado o público.
As tarefas deverão ser divididas entre os dois elementos do grupo.

Bibliografia a consultar:

  • Manual Português 11º ano. Projeto Desafios:
o   Ficha de língua 17 – A apresentação oral, pp. 348-349.
o   Sequência 2 – Sermão de Santo António aos Peixes, do Padre António Vieira, pp. 36-89. Especificamente: pontos 2.1, 2.2 e 2.4.

Temas e motivos da poesia barroca


 


O mundo da literatura barroca portuguesa revela aspetos contrastantes, num jogo constante de claro-escuro:
nos textos literários desta época encontramos, lado a lado, faces contrastantes ou contraditórias.

Meditação desiludida sobre a vida humana/valorização do gozo terreno ainda que efémero
A espiritualidade e a sublimação/a materialidade aprendida pelos sentidos
O amor idealizado e mesurado/o amor sensual e licencioso
O retrato elogioso/o retrato caricatural
Literatura/contraliteratura
Tragédia/comédia
Claro-escuro
 

Temas e motivos da poesia barroca

1.      O tempo

  • «[…] o mundo barroco é dominado pela figura do tempo, pela visão obsessiva do seu fluir e do seu império sobre os homens e sobre as coisas. Esta consciência aguda do tempo que foge constitui assim o núcleo de uma constelação temática – a efemeridade, a transitoriedade, o desengano – e confere unidade semântica a motivos tão diversos como a rosa, o relógio, as ruínas, a morte. A consciência do tempo que passa arrastando o homem no seu fluir (expressa na literatura de todos os tempos) surge-nos como uma obsessão na poesia barroca.» [Pires, p. 33]
  • A efemeridade: «A angústia perante o fluir do tempo resulta da consciência de que o homem é arrastado nesse movimento e que, na perspetiva humana, esse fluir é caminhar para a morte. Vida efémera, portanto, a do homem, inevitavelmente sob o signo do tempo. Multiplicam-se as metáforas que apresentam essa efemeridade. Acumulam-se as comparações com seres igualmente efémeros, de breve duração: a rosa […], a luz que um sopro extingue, o navio que a tormenta destrói, o edifício arruinado. Visões de beleza, brilho ou grandeza que rapidamente desembocam na destruição.» [Pires, p. 34. V. Plazenet, pp. 36-37: «La flemme et la bulle: la vie fugitive; la séduction de l’éphémère».]
  • A inconstância (ou transitoriedade): «Tudo passa, nada é estável. A consciência desta instabilidade impede a apreensão da realidade das coisas. De facto, como dizer a essência daquilo que por natureza se muda a cada instante? Tanto mais que essa mudança corresponde à transformação das coisas no seu contrário. No plano da expressão poética, a perceção desta mudança exprime-se pela identificação paradoxal dos contrastes. Vida e morte deixam de ser opostos para serem sinónimos, pois que a vida é gérmen da morte, cada momento da vida é um avanço da morte.» [Pires, p. 34. V. Plazenet, pp.37-38: «L’eau: perpetum mobile; le plus fascinant des miroirs»]
- O homem é Proteu: «Divinité marine, Protée a le pouvoir, comme l’élément dans lequel il se meut, de revêtir des formes différents. […] Il est une image de l’homme changeant dans cesse, sous l’effet du temps, des circonstances, des individus avec lesquels il se trouve.» [Plazenet, p. 30]
  • A vaidade do mundo: «L’inconstance révèle à l’homme sa profonde vanité. […] Instabilité douloureuse, l’inconstance rappelle chacun au sentiment de son néant. Incapable de reconnaître la main de Dieu dans l’incohérence de sa situation, l’homme se voit abandonné à la fortune.» [Plazenet, p. 31] Nos textos de intenção religiosa (e portanto moralizadores) pretende-se «détourner l’homme de ses passions et du monde, de lui inspirer dans l’effroi le désir de se convertir et de faire pénitence.» [idem]
  • A morte: «Tudo passa, caminhando para a destruição. Consciente disso, o homem barroco fez da morte tema dominante do seu pensar, do seu escrever. A presença da morte ocorre a cada passo na poesia barroca. A morte de alguém (alguém ilustre pela sua beleza, pela sua sabedoria, pelo seu poder, pela sua elevada categoria social) é dos motivos mais frequentemente tratados e utilizados como ponto de partida de meditação sobre a efemeridade dos bens terrenos. Mas na sociedade barroca a morte constitui-se em espetáculo. As pompas fúnebres, a grandiosidade dos monumentos tumulares são ainda formas de ostentação de grandeza, ao mesmo tempo que pretendem dizer o nada dessa grandeza. Há um comprazimento no fúnebre, no macabro, na representação concreta da morte; e há simultaneamente a transformação de tudo isso em pompa, em espetáculo, em exibição esplendorosa. A poesia revela esta associação de elementos contraditórios.» [Pires, pp.34-35. V. Plazenet, pp.34-36: «la mort]

2. A ilusão (La vida es sueño; mundus est fabula):

  • «la représentation de métamorphoses en série invite à considérer que la réalité est une succession d’apparences sans plus de fondement les unes que les autres. Elle constitue à chaque moment une illusion.» [Plazenet, pp. 28-29]
  • «O homem passa pela vida iludido pela aparência das coisas: julga-as reais e são ilusões que se desfazem em nada. Como as imagens virtuais que o espelho nos devolve…. Ou como os sucessos vividos em sonho… Onde a realidade dessas imagens? O sonho e o espelho, mostrando a ilusão e a fabilidade do homem, são novos motivos fomentadores da quase constante lição de desengano que esta poesia ensina» [Pires, p.36]

3. O disfarce (fingimento)

  • «Le déguisement baroque est omniprésent et revêt toutes les formes. Travestissement ludique, dissimulation d’identité, changement de sexe, […], il est un ressort fondamentale de la littérature aussi bien narrative que dramatique.» [Plazenet, p. 32] O disfarce «manifeste l’aptitude de tout individu à devenir autre. Le déterminisme sexuel lui-même ne résiste pas à ce polymorphisme. […] Se déguiser est le moyen d’accéder à une face cachée des individus ou à une vérité qui ne serait pas relevé sans le détour de l’altérité.» [idem]
  • O anulamento do eu («L’évanescence du moi») e mesmo a loucura: «à trop bien jouer autrui, l’homme ne sait plus qui il est lui-même. Son moi lui échappe.» [idem]. «Le déguisement, quand il vire à la confusion d’identité, touche à la folie. (…) La folie, à considérer sa fréquence, est presque un état normal di sujet baroque.» [ibidem, p.33]
  • O homem e o comediante: «La marge est mince entre simulation et théâtre. Le personnage déguise confesse avoir du plaisir à jouer la comédie aux autres. Aussi la comédie et le comédien envahissent-ils les œuvres de la période. (…) L’illusion au cœur de la réalité. La littérature baroque insiste sur les figures du dédoublement pour mieux représenter le caractère illusoire de la réalité matérielle. Ses motifs ressortissent au jeu, mais ce dernier est grave. Il engage une conception de l’existence.» [idem]

4. O amor e a imagem da mulher

  • «Embora o amor não seja dos temas mais frequentes da poesia barroca, não deixam de estar presentes os sofrimentos amorosos: a dor da ausência, do amor não correspondido, da saudade do bem passado. As setas do Cupido continuam a fazer sangrar corações de poetas que choram… recorrendo aos consagrados moldes da poesia petrarquista.
  • «A imagem da mulher herdada desta linha poética permanece ainda. De inovador, como resultado da apropriação dessa herança literária pelo espírito barroco, surge-nos o acentuar hiperbólico dos traços, a intensificação dos elementos visuais, a proliferação desmedida da metáfora descritiva. Surge sobretudo, de acordo com o gosto barroco pelos contrastes, o reverso da medalha: a imagem de um amor sensual, traduzida numa linguagem realista, quando não mesmo obscena, e a imagem da mulher despida de fatores idealizantes, na sua realidade prosaica.
  • «Muitos dos poemas de amor da época barroca funcionam ainda como reflexo de uma realidade social sua contemporânea – os chamados amores freiráticos, ou seja, as relações amorosas centradas nos conventos (muito numerosos), e que originaram uma abundante produção poética.» [Pires, pp. 36-37]

5. A religiosidade

  • Relativamente frequentes, os poemas que tratam a atitude do homem perante Deus revelam igualmente as tendências mais marcantes do estilo da época: “o gosto lúdico da expressão paradoxal, da associação de contrários, expande-se nestes poemas ao nascimento de Cristo e à sua paixão, comprazendo-se geralmente o poeta em acentuar a convergência de grandeza e humilhação, poder real e fraqueza aparente, divindade e humanidade de Cristo nestes momentos.” [Pires, p.37] Deste modo, “a exibição do trabalho retórico domina muitos destes poemas, sobrepondo-se à expressão da emoção religiosa.” [p. 38]
  • O homem como objecto do amor de Cristo: “O homem apresenta-se geralmente como pecador, numa posição de dependência total em relação ao amor e misericordia de Deus.” [ibidem, p. 37] “[…] homem atormentado pela consciência do pecado, pelo arrependimento, pelo desengano em busca de refúgio na misericórdia de Deus […]” [ibidem, p. 38]
  • Expressão ambígua da emoção amorosa: “A poesia religiosa da época barroca com frequência confunde as águas da religiosidade e do erotismo. Amor profano e amor divino são cantados em termos idênticos, desde a consagrada utilização das imagens do Cântico dos Canticos para exprimir a união da alma com Deus, até à caracterização de Cristo com os traços de um Cupido por cujas setas o poeta se declara atingido. Os numerosos poemas de Violante do Céu ao nascimento de Cristo são exemplos elucidativos desta tendência.” [ibidem, p.38]

6. Temas jocosos

  • «O poeta barroco percebeu que toda a realidade, por mais trágica ou sublime, tem a sua face grotesca e exibiu essa face em numerosos poemas em que o cómico é o ethos fundamental. O poeta barroco […] move-se nesse mundo de contrastes e assume na sua produção poética tanto o riso como as lagrimas. […]. O poeta barroco ri de tudo: de si próprio e dos outros, de defeitos físicos e morais, de costumes da sociedade, de carências materiais; ri de poetas e da própria poesia, de tópicos e de textos literários. E o seu riso é uma das vezes subtilmente irónico, outras alegremente galhofeiro, outras ainda chocarreiro e obsceno. É também, por vezes, um riso doloroso […]” [Pires, pp.39-40]


Bibliografia:

  1. PIRES, Maria Lucília Gonçalves (apres. crítica, selec., notas e sugestões para análise literária de –), Poetas do período barroco. Lisboa, Comunicação, 1985.
  2. PLAZENET, Laurence, La littérature baroque, Paris, Seuil, 2000.
Revista de Estudos Barrocos