14 de abril de 2016

VIAGEM À RODA DO NOME ALICE


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Fotografia e entrevista com Alice Vieira, na Revista Reviver, 2015.

Clica aqui para leres a ENTREVISTA:



Alice Vieira, Jornalista e escritora

Alice Vieira
Foto do seu perfil no Facebook

Alice de Jesus Vieira Vassalo Pereira da Fonseca nasceu a 20 de março de 1943, em Lisboa.
Jornalista, autora de livros para crianças e jovens, poetisa, contista, dramaturga, cronista, romancista e antologiadora de poesia e prosa.

A vida

É licenciada em Filologia Germânica, pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, e iniciou a sua carreira de jornalista em 1964.

Dirigiu o suplemento “Juvenil” do jornal Diário de Lisboa, plataforma de revelação de muitos talentos que se tornariam depois escritores consagrados; dirigiu também o suplemento infantil “Catraio” do Diário de Notícias (1984-1989), com colaboração de alunos de diversas escolas do país.
Tem colaborado em  programas de televisão para crianças, em revistas e jornais como a Ativa,  Audácia (dos Missionários Combonianos) e o  Jornal de Notícias.


Estreou-se na literatura para crianças e jovens em 1979, com a narrativa Rosa, minha irmã Rosa, e foi logo premiada, tornando-se a grande revelação portuguesa nesta área nos anos 80.  Desde então tem vindo a publicar regularmente livros para crianças e jovens, tendo atualmente editados cerca de 9 dezenas de títulos.
A sua obra compreende diversos géneros, tendo também feito adaptações de histórias tradicionais portuguesas e macaenses e organizado antologias quer de poesia quer de contos. Também publicou o texto dramático Leandro, rei da Helíria (1991), um “guia orientador da leitura” - Viajar nos Livros (2003), para além de outras publicações não ficcionais: Macau: da Lenda à História (1990), Praias de Portugal (1997), Tejo, com fotografia de Neni Glock (2009), entre outros.

Recebeu em 1979, o Prémio de Literatura Infantil Ano Internacional da Criança com Rosa, minha irmã Rosa ; em 1983, o livro Este rei que eu escolhi foi destacado com o Prémio Calouste Gulbenkian de Literatura Infantil; e o seu ano de ouro terá sido 1994, ano em que a autora Alice vieira é distinguida pelo conjunto da sua obra com o Grande Prémio Gulbenkian.

No estrangeiro, a edição francesa do seu livro Os olhos de Ana Marta [1990] é laureado com o “Prix Octogone”, em 2000; e a edição sueca de Flor de Mel [1986] é distinguida com a Estrela de Prata do Prémio Peter Pan, em 2010.


Deve ter sido muito grato para esta grande autora de livros para crianças e jovens, mas que também cultiva tantos outros géneros literários, ver a sua coletânea de poemas - Dois corpos tombando na água [2008], ter sido reconhecida pela crítica com o Prémio Maria Amália Vaz de Carvalho.

Atualmente, Alice Vieira é uma das mais importantes escritoras lusófonas para jovens, sendo conhecida dentro e fora do país. A sua obra está traduzida em várias línguas.

 A obra

1. Histórias para crianças



Rosa, minha irmã Rosa (1979) / 27.ª ed. – 2014.
Lote 12 – 2.º Frente (1980) / 16.ª ed. – 2009.
A espada do rei Afonso (1981) / 13.ª ed. – 2010.
Chocolate à chuva (1982) / 25.ª ed. – 2013.
Este rei que eu escolhi (1983)/ 14.ª ed. – 2009.
Graças e desgraças da corte de el-rei Tadinho (1984) / 20.ª ed. – 2013.
Águas de Verão (1985) / 10.ª ed. – 2010.
Flor de mel (1986) / 10.ª ed. – 2010.
Viagem à roda do meu nome (1987) / 11.ª ed. – 2010.
Paulina ao piano (1987).
Às dez a porta fecha (1988) / 8.ª ed. – 2015.
A lua não está à venda (1988) / 2006.
Úrsula, a maior (1990) / 9.ª ed. – 2011.
Os olhos de Ana Marta (1990) / 7.ª ed. – 2010.
Promontório da lua (1991) / 6.ª ed. – 2009.
Desanda cacete (1992).
Caderno de agosto (1995) / 2006.
Se perguntarem por mim, digam que voei (1997) / 7.ª ed. – 2010.
Um fio de fumo nos confins do mar (1999) / 3.ª ed. – 2011.
Trisavó de pistola à cinta e outras histórias (2001) / 6.ª ed. – 2012.
2 Histórias de Natal (2002) / 2006.
Manhas e patranhas, ovos e castanhas (2003).
O casamento da minha mãe (2005).
Livro com cheiro a chocolate (2005).
Livro com cheiro a morango (2006).
Livro com cheiro a baunilha (2007).
A charada da bicharada (2008).
A vida nas palavras de Inês Tavares (2008).
Livro com cheiro a canela (2009).
Livro com cheiro a banana (2010).
Meia hora para mudar a minha vida (2010) / 2.ª ed. 2015.

2. Histórias para crianças com CD áudio 

33. Histórias e canções em quatro estações (2005). – Livro com Cd áudio.
34. A arca do tesouro (2010). – Livro com com CD: música de Eurico Carrapatoso, narração de Luis Miguel Cintra.

3. Histórias tradicionais de Macau – adaptação

35. As árvores que ninguém separa (1988).
36. As mãos de Lam Seng (1988).
37. O que sabem os Pássaros (1988).
38. O templo da promessa (1988).
39. Um estranho barulho de asas (1988).
40. Uma voz do fundo das águas (1988).

4. Histórias tradicionais portuguesas – adaptação

41. Corre, corre cabacinha (1991).
42. Um ladrão debaixo da cama (1991).
43. A adivinha do rei (1991).
44. Fita, pente e espelho (1991).
45. Rato do campo, rato da cidade (1992)
46. Periquinho e Periquinha (1992)
47. Maria das Silvas (1992).
48. A bela moura (1993).
49. As três fiandeiras (1993).
50. O Coelho Branquinho e a Formiga Rabiga (1994).
51. Os anéis do Diabo (1994).
52. O pássaro verde (1994).
53. O gigante e as três irmãs (1998).
54. As moedas de ouro do Pinto Pintão (2003).
55. A machadinha e a menina tonta e O cordão dourado (2006).
56. Rato do campo e rato da cidade e João Grão de Milho (2006).
57. O filho do demónio e a adivinha do rei (2007).
58. Se houvesse limão e O Coelho Branquinho e a Formiga Rabiga 2009
59. O menino da lua e Corre, corre, cabacinha (2009).
60. O sapateiro e O pássaro verde (2009).

5. Histórias (contos, romances, crónicas) originais e adaptadas

61. Um Nome para Setembro (1977). – Contos.
62. “Os Caminhos da História” (conto, 1986), in Luísa Ducla Soares (org.), A antologia diferente: de que são feitos os sonhos. Porto: Areal.
63. Contos e Lendas de Macau (2002). – adaptação.
64. Canção de outono (2004). – Contos.
65. Bica Escaldada (2004). – Crónicas.
66. Pezinhos de coentrada (2006). – Crónicas.
67. Os novos mistérios de Sintra (2005). – Romance. Obra coletiva.
68. O código d'Avintes (2006). – Obra coletiva.
69. Eça agora! (2007) – Romance. Obra coletiva.
70. 13 gotas ao deitar (2009) – Obra coletiva.
71. Chocolate: histórias de ler e chorar por mais (2010). – Contos. Obra coletiva.
72. Picante: histórias que ardem na boca (2011) – Contos. Obra coletiva.
73. A Misteriosa Mulher da Ópera (2013) – Romance. Obra coletiva.
74. Contos de Andersen para crianças sem medo (2010).
75. Contos de Perrault para crianças aventureiras (2011).
76. Os Profetas (2011). - Romance)

6. História / Lenda / Narrativa / Biografia / Crónica

77. Histórias de Bíblia (2012).
78. Macau: da Lenda à História (1990).
79. Vinte e cinco a sete vozes (1999) – Obra coletiva. / 2004.
80. Viajar nos livros - guia orientador de leitura (2003).
81. O mundo de Enid Blyton (2012).
82. Esta Lisboa (1993). – Com fotos de António Pedro Ferreira.
83. Praias de Portugal (1997) ). – Com fotos de Maurício Abreu.
84. Tejo (2009). – Com fotos de Neni Glock.

Poesia


85. De estarmos vivos (1964).
86. Dois corpos tombando na água (2008). - Prémio Literário Maria Amália Vaz de Carvalho.
87. O que dói às aves (2009).
88. Os armários da noite (2013).– Finalista do Prémio Pen-Clube.
89. Eu bem vi nascer o Sol (1994). - Antologia de poesia popular portuguesa
90. O meu primeiro álbum de poesia (2007). – Antologia.

Teatro

91. Leandro, rei da Helíria (1991) / 24.ª ed. – 2015.




10 de abril de 2016

ALGUM VOCABULÁRIO TEATRAL - Atividade


Associa as palavras do teatro (coluna B) às definições (coluna A).    (há 2 palavras falsas):

cena / cenário / cenógrafo / dramaturgo /  encenador / figurinista / sonoplasta


A – Definições

B – Vocabulário do teatro
a. – Aquele que escreve a peça



b. – Pessoa encarregada de pôr em cena ou fazer a encenação de um espetáculo.



c. – Aquele que concebe os cenários de um espetáculo teatral.



d. – Uma das divisões do texto dramático, sempre que surge uma nova personagem.



e. – Decoração teatral do palco.



PROTEGE-ME - curta-metragem, no mês de prevenção dos maus tratos infantis - abril 2016

Protege-me, curta-metragem, 2016

Ficha Técnica:

Direção, Produção e Roteiro: Pedro Oliveira Brás, Ana Borges, União das Freguesias de Massamá e Monte Abraão
Câmara e Montagem: Ana Borges
Música original e som: André Pires
Direção de Arte: Pedro Oliveira Brás e Ana Borges
Diretores Assistentes: Vanessa Luz, Márcia Valente e Hélia Alves
Local das Filmagens: Universidade Sénior de Massamá e Monte Abraão
Distribuição: União das Freguesias de Massamá e Monte Abraão
Elenco: Ricardo, Fátima, Sandro, Tiago, Daniela e Fátima.


Fonte: Publicado no Youtube a 29/03/2016.

3 de abril de 2016

Estudo do texto dramático – ATIVIDADE DE IMPROVISAÇÃO

Fonte: manual Diálogos 7, p. 152.

Fonte da imagem: Ator Criador – página brasileira dedicada às artes

Vais testar a tua capacidade de improvisação, dramatizando brevemente um tema.

  1. Reúne-te com o teu grupo (junto a uma mesa, afastado doutros grupos, com espaço perto);
  1. Cada grupo recebe um papel com a indicação do tema /situação que será o ponto de partida para a representação;
  1. Preparação das respetivas improvisações (5-10 minutos);
  1. Atuação (representação) de cada grupo.

Exemplos de temas:

  1. Um domador de pulgas atua no circo.
  2. Uma senhora come uma laranja e atira a casca para o chão.
  3. Um par declara o seu amor, num jardim.
  4. As personagens de um quadro escapam-se da tela.
  5. São tão pobres que comem os sapatos.
  6. Um professor de equitação com os seus alunos.
  7. Que estranho é este e-mail!
  8. Duas crianças diante de uma jaula de macacos.
  9. Leitura das linhas da mão.
  10. Uma manifestação.
  11. Será um extraterrestre?
  12. As musas falam-me.
(Adaptado de Margarita Recasens Estrada, Comprensión y expresión oral. Barcelona: Ceac, 2003.)


14 de março de 2016

AS REDES DIGITAIS - Viver em rede e o risco de ser enredado

Para planear uma aula / Para reflexão / Para debate

Pensa, antes de publicares!

3.º CICLO
TEMA 5: AS REDES DIGITAIS
SUBTEMAS: Viver em rede / fazer rede | Riscos de ser enredado | Cyberbullying


Descritores de desempenho:

  1. - Ser capaz de conversar com um adulto sempre que, em algum ecrã, for observada uma imagem ou um conteúdo chocante;
  2. - Ser capaz de pedir a ajuda de um adulto sempre que, através de uma rede social, de SMS ou de e-mail, for alvo de pressões psicológicas para fazer algo que não se quer;
  3. - Compreender que as redes sociais servem para apresentar informações pessoais, fotografias, motivos de interesse, criar círculos de amigos, arranjar parceiros comerciais ou clientes empresariais;
  4. - Perceber que as inscrições numa rede social são, frequentemente, ditadas por curiosidade, ilusão ou vontade de criar uma reputação virtual;
  5. - Compreender que a falta de cuidado e um errado entendimento do que são as redes sociais podem criar situações favoráveis a assaltos e roubos; ao assédio (suscitado pela publicação de determinadas imagens); à confusão (por não se distinguir os diversos planos da vida: íntima, familiar, escolar, etc.) e à fraude (usurpação de identidade);
  6. - Compreender o que é o Cyberbullying e saber identificar e lidar com comportamentos mais agressivos, de conhecidos ou desconhecidos, que podem ser causa de zanga, mágoa, tristeza ou medo;
  7. - Reconhecer a importância de denunciar casos de Cyberbullying em que os próprios ou os amigos estejam envolvidos (como vítimas ou como agressores);
  8. - Saber que iniciativas podem e devem ser promovidas para desincentivar a prática de Cyberbullying;
  9. - Saber como lidar com desconhecidos ou com agressores online;
  10. - Saber que os dados ou as fotografias que se colocam nas redes sociais são, na prática, sempre públicos;
  11. - Saber que dados se devem ou não colocar online, pelo perigo que pode representar o seu conhecimento público;
  12. - Saber configurar a privacidade numa rede social, não ignorando que a privacidade é sempre limitada.

MEC – Direção-Geral da Educação (2014) - Referencial de Educação para os Media para a Educação Pré-escolar, o Ensino Básico e o Ensino Secundário [no contexto das “Linhas Orientadoras de Educação para a Cidadania].


Outras ligações interessantes:





Testa a tua segurança na Internet

Na sequência da "Semana da Internet Segura" no nosso Agrupamento de Escolas, apresentamos aqui alguma informação sobre o tema.

Se achas que já conheces as principais regras que te permitem navegar com segurança na Internet, testa os teus conhecimentos e diverte-te com os jogos.
3.º Ciclo

1.º e 2.º Ciclos


Para saberes mais, visita:

Este projeto tem por missão promover a navegação segura, crítica e esclarecida da Internet na comunidade educativa.


Fonte: "Tiras BD SeguraNet", in SeguraNet.




9 de março de 2016

Vantagens e desvantagens da Internet

[manual Novas Leituras 8, questão 2, p. 34]


Fonte da imagem: http://www.geralforum.com

Vantagens
  • as crianças gostam de usar o computador,
  • os conteúdos escolares maçudos tornam-se mais apelativos;
  • possibilita o visionamento de peças de teatro (que os alunos geralmente não leem).

Desvantagens
  • cria distância nas relações interpessoais;
  •  limita a imaginação das crianças;
  • a interatividade da Internet é relativa;
  • reduz a capacidade de pensar (apenas se clica);
  • conduz à ilusão de que se faz algo sem esforço, sem disciplina, sem trabalho.

Qual é a tua opinião?
__ Acrescenta aspetos bons e maus do uso da Internet e participa no debate.

DEBATE em sala de aula (regras)

«Antes de começar um debate em sala de aula, é preciso estabelecer algumas regras. Caso contrário, ele irá rapidamente se transformar em uma disputa de gritos. Regras de debate bem-definidas ajudam-nos a entender quando podemos falar e qual é o nosso tempo-limite. As instruções para debates em sala de aula também definem como se determina um vencedor para ele.» - Alan Kirk (trad. Alexandre Amori, adaptação do prof.)



Na preparação do debate, tem em conta:


  • a tese (o ponto de vista) que defendes;
  • os argumentos que sustentam a tua opinião;
  • os factos e os exemplos que comprovam o teu ponto de vista;
  • as razões que rebatem outras teses defendidas.


No decurso do debate, deves:


1 – Levantar o braço sempre que quiseres intervir;

2 – Esperar pela tua vez para falares;
3 – Ouvir atentamente os teus colegas;
4 – Respeitar a opinião dos teus colegas;
5 – Reconhecer os pontos positivos das várias intervenções;
6 – Seguir as orientações do moderador.


Algumas referências: